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Polícia prende 6 suspeitos de ataques a ônibus em Fortaleza

20 abr 2017
10h18
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Seis pessoas foram presas nessa quarta-feira (19) suspeitas de participarem dos ataques a ônibus em Fortaleza, iniciados durante a tarde. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o número de veículos incendiados passou de 12 para 16, sendo 12 na capital e quatro em cidades da região metropolitana. Além dos ônibus, três carros de órgãos públicos foram incendiados.

Ônibus incendiado Barra do Ceará, em Fortaleza (CE), nessa quarta-feira (19).
Ônibus incendiado Barra do Ceará, em Fortaleza (CE), nessa quarta-feira (19).
Foto: Helene Santos/Diário do Nordeste/Futura Press

O secretário da Segurança do Ceará, André Costa, disse em coletiva na noite de ontem que, embora mais de um ataque tenha sido feito por um mesmo grupo de pessoas, ainda não é possível afirmar se os incêndios fazem parte de uma ação coordenada. Os crimes serão investigados pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Entre as hipóteses levantadas durante o dia estão movimentações de detentos em presídios cearenses e a ação de uma organização criminosa autointitulada Guardiões do Estado (GDE). Pelas redes sociais, foram divulgadas imagens de cartas supostamente assinadas pelo grupo que teriam sido encontradas em locais onde ônibus foram queimados.

"Não tem nada que indique que todos os ataques foram feitos por um grupo e nem a confirmação de que essas pessoas presas sejam ligadas a esse grupo", informou a secretaria.

Por conta dos ataques, grande parte dos ônibus foi recolhido às garagens das empresas e as paradas ficaram lotadas de usuários que aguardavam alguma linha passar.

O secretário informou que o funcionamento das linhas vai voltar ao normal ainda esta noite a partir de um trabalho de acompanhamento e monitoramento das rotas e das principais avenidas da cidade por agentes da Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Choque e duas aeronaves. "O transporte público é muito importante, a cidade não pode parar. Vamos manter o acompanhamento para que as pessoas possam sair de suas casas e ir para os seus trabalhos e voltarem para casa. Será assim até termos a certeza de que a situação está normalizada."

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Agência Brasil Agência Brasil

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