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PMs acusados de forjar flagrante são afastados do policiamento dos protestos

3 out 2013 18h11
| atualizado às 18h14
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Os dois policiais militares envolvidos em um suposto flagrante forjado contra um jovem durante um protesto de professores da rede municipal do Rio na terça-feira foram afastados pela Polícia Militar do policiamento das manifestações. Na tarde desta quinta-feira, eles prestavam depoimento na 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá) para esclarecer o ocorrido.

No vídeo, divulgado pelo jornal O Globo, é possível ver um PM recolhendo um morteiro no chão e, em seguida, abordando alguns jovens. Na sequência, o policial deu voz de prisão a um rapaz que estava com uma mochila sob a acusação de portar o morteiro.

Ontem, a Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou duas notas sobre o caso. Uma rechaçando a acusação e alegando que o adolescente teria sido abordado por "conduta atípica" e outra confirmando que abriu sindicância para analisar as imagens.

Os professores protestavam contra a aprovação do novo plano de cargos e salários da categoria, aprovado em regime de urgência pela maioria dos vereadores e já sancionado pelo prefeito Eduardo Paes.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus. A mobilização surtiu efeito e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas – o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. "Essas vozes precisam ser ouvidas", disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

 

Terra
 

 

Fonte: Terra
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