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Patriota: anulação de ação contra Zelaya é 'luz no fim do túnel'

3 mai 2011 16h50
| atualizado às 17h44
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O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nesta terça-feira que a anulação dos processos por suposta corrupção contra Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras, permite "começar a ver a luz no fim do túnel" para a crise que afastou o país da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"É importante", disse Patriota a jornalistas sobre a anulação dos processos, anunciada nesta semana pela justiça de Honduras, apesar de ter esclarecido que para uma plena normalização das relações entre Brasil e o país centro-americano ainda faltam alguns detalhes. "Esperamos que com isto agora comece um processo que leve à plena reintegração de Honduras ao sistema interamericano", apontou Patriota, após uma reunião com seu colega do Paraguai, Jorge Lara Castro.

Brasil e Paraguai são dois dos países que ainda não reconhecem o governo do atual presidente hondurenho, Porfirio Lobo, que há pouco mais de um ano venceu as eleições organizadas pelo regime que derrubou a Zelaya em junho de 2009.

Patriota não especificou que detalhes faltam para que o Brasil possa reconhecer como legítimo o presidente Lobo, mas explicou que tudo depende das gestões que antecipam Venezuela e Colômbia, que assumiram um papel mediador entre Zelaya e o governo de Honduras.

Além do Brasil e Paraguai, o governo de Lobo ainda não foi reconhecido pela Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai, Nicarágua e Venezuela. A falta de reconhecimento por parte desses países mantém Honduras fora da OEA, da qual foi suspenso no dia 4 de julho de 2009, como consequência do golpe que derrubou Zelaya.

EFE   
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