Caronaços pluripartidários

Quando ocupava o cargo de ministra da Casa Civil no segundo mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, hoje presidente da República, costumava transportar amigos políticos ao Rio Grande do Sul a bordo de jatos da Aeronáutica. Entre os convidados estavam o ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS). Dilma voou a serviço na maioria das vezes, mas ao menos em quatro fins de semana lançou mão da mordomia para ir e voltar para Porto Alegre.

Nessa época, o caronaço foi recorrente em todas as esferas do Poder. O ministro da Cultura à época, Gilberto Gil, levou para o Rio de Janeiro, em janeiro de 2007, o compositor Jorge Mautner. Em março do mesmo ano, o então ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) fez uma viagem pluripartidária a Minas Gerais, ao dar carona para os conterrâneos, o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) e Hélio Costa (PMDB-MG).

O maior caronaço ocorreu em abril de 2007, quando um dos mais antigos aviões da frota da FAB, o Brasília, saiu da capital da República com destino a Belo Horizonte levando os então ministros Walfrido, Nelson Jobim (Defesa), os governadores do Piauí, Wellington Dias, e de Sergipe, Marcelo Deda, e esposas e três filhos de Wellington.

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