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Vacinas contra febre amarela são encontradas no lixo em BH

20 fev 2017
10h24
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Pelo menos 50 caixas de vacinas em perfeito estado e com validade até 2020 foram achadas por moradores em um lixão na região nordeste de Belo Horizonte. A Polícia Militar esteve no local após um chamado de descarte incorreto de resíduos e recolheu todo o material. Além das vacinas contra a febre amarela, também havia seringas e ampolas. A Secretaria Municipal de Saúde está apurando como os medicamentos foram parar no local.

Policiais verificam material de saúde apreendido em Minas Gerais
Policiais verificam material de saúde apreendido em Minas Gerais
Foto: Divulgação/Polícia Militar de Minas Gerais

Postos de saúde lotados, um macaco morto dentro de um parque municipal contaminado e quatro sob suspeita de contaminação por febre amarela e mais de mil notificações da doença em Minas Gerais. Mesmo com todos esses componentes, a luta contra a febre amarela ganhou mais um ingrediente, no mínimo, revoltante.

Isso porque na manhã desse domingo (19) moradores da rua Sócrates, no Bairro Nazaré, da capital mineira encontraram dezenas de vacinas contra a doença que vem assustando a população da cidade. A Polícia Militar foi ao local e constatou que se tratava de medicamentos e até seringas em perfeito estado e com vencimento para daqui a três anos.

A Secretaria Municipal de Saúde informou, por meio de nota, que os lotes estão sendo rastreados para que seja confirmado se o material era da rede pública e por qual motivo estavam no lixo.

Surto de febre amarela

A população mineira tem vivido dias de tensão desde que os primeiros casos da doença foram registrados no Estado. Em Belo Horizonte, a Prefeitura tem intensificado a campanha de vacinação nos 150 postos de saúde da capital, aumentando, inclusive o número de locais de imunização. Há mais de seis décadas não era registrado casos de febre amarela urbana no Brasil.

O parque Jacques Cousteau, situado na Região Oeste de BH foi interditado desde que um macaco foi achado morto no local. Segundo o secretário de Saúde, Jackson Pinto, o caso serviu de alerta para os profissionais da pasta. A maior preocupação do secretário é não urbanizar a doença.

O crescente aumento dos casos obrigou as autoridades sanitárias a mudar a nomenclatura usada. Antes do surto, os casos eram tratados como prováveis, suspeitos e confirmados, agora, porém só serão utilizados os dois últimos termos.

Minas Gerais é o estado que mais recebeu recursos federais para conter o avanço da doença. Quase R$ 9 milhões foram enviados ao estado pelo Ministério da Saúde, seguido por São Paulo (R$ 1,9 milhões), Espírito Santo (R$ 1,6 milhões), Rio de Janeiro (R$ 921 mil) e Bahia (R$ 394 mil). Das 88 mortes causadas pela doença  em todo o País, 78 foram em Minas Gerais.

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Fonte: Especial para Terra

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