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Suspeito morre em troca de tiros com fuzileiros no Rio

15 fev 2017
13h39
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Uma troca de tiros envolvendo fuzileiros navais e dois suspeitos de roubo deixou uma pessoa morta na manhã de hoje (15), segundo dia de patrulhamento das Forças Armadas na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Corpo de suspeito de roubo é retirado e levado para o IML no Rio
Corpo de suspeito de roubo é retirado e levado para o IML no Rio
Foto: Reuters

Segundo o Ministério da Defesa, os militares patrulhavam as imediações da Rodoviária Novo Rio, na zona portuária da cidade, quando houve o confronto. Os suspeitos tentavam roubar uma moto, e apenas um deles estaria armado. Segundo a nota, os militares atiraram apenas contra ele, que foi baleado e morreu no local.

Duas faixas da avenida Brasil foram interditadas para aguardar a chegada da perícia. O caso será investigado por inquérito policial-militar, e o corpo será encaminhado ao Instituto Médico-Legal.

Operação Carioca

O emprego de policiais militares (PM) no Estado do Rio de Janeiro foi anunciado ontem pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, como medida preventiva. Batizada de Operação Carioca, a ação envolve 9 mil militares.

Tropas do Exército foram escaladas para patrulhar a Transolímpica e pontos da avenida Brasil, além da orla de Niterói e áreas de São Gonçalo. Fuzileiros navais foram destacados para o centro e a zona sul do Rio, o que inclui o local do tiroteio registrado hoje.

O deslocamento de tropas federais para o patrulhamento ocorre em um momento em que o Estado lida com protestos de familiares de policiais militares, causando bloqueios em alguns batalhões. O objetivo do reforço é liberar contingente da Polícia Militar para outras atividades.

Segundo a PM, "todos os meios estão sendo usados para colocar policiamento nas ruas nos locais em que há impasse com manifestantes". A PM afirma que busca o diálogo com os manifestantes, que cobram o pagamento de horas extras dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, décimo terceiro salário e prêmios que deveriam ter sido pagos pelo cumprimento de metas.

Os militares das Forças Armadas também vão ficar a postos como força de reserva no policiamento da Assembleia Legislativa do Estado, onde a discussão da privatização da Companhia de Águas e Esgotos e do aumento da contribuição previdenciária de servidores públicos têm motivado protestos frequentes. O policiamento no local já conta com a Polícia Militar e a Força Nacional, e as tropas federais serão "uma terceira linha", segundo Jungmann.

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Agência Brasil Agência Brasil

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