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SP: vereadores em Bauru são liberados após receberem líderes de movimento

18 jun 2013 02h55
| atualizado às 02h56
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Altair e Renata participam do movimento
Altair e Renata participam do movimento
Foto: Talita Zaparolli / Especial para Terra

Encurralados pelos manifestantes do movimento “Vem pra rua” na Câmara, os vereadores de Bauru, no interior de São Paulo, só puderam deixar o prédio do Legislativo depois de receberem os líderes da manifestação. 

A sessão desta segunda-feira havia sido encerrada por volta das 19h, mas na saída os vereadores foram impedidos de deixar a Casa. Eles só puderam sair do local quatro horas depois, após receberem uma comissão formada por sete manifestantes. Os jovens apresentaram diversas reivindicações, mas a principal delas é o pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o valor das passagens em Bauru. 

De acordo com a advogada Renata Cezar, uma das líderes do movimento, o presidente da Câmara Sandro Bússola (PT) se comprometeu a realizar uma assembleia, na quarta-feira, para analisar o projeto de CEI apresentado pelo vereador Roque Ferreira (PT). 

“A redução de tarifa em si não depende do Legislativo e sim do Executivo. Pedimos apoio para a redução da tarifa. Eles são representantes do povo, querendo ou não a influência deles é muito maior”, disse. 

Segundo Renata, a vereadora Telma Gobbi (PMDB) se mostrou incomodada com a presença dos manifestantes. “Por diversas vezes a vereadora se ausentou da reunião e quando participou se exaltou”, conta. 

Uma nova manifestação está agendada para a próxima quinta-feira. A concentração deve acontecer novamente na Praça Rui Barbosa, no Centro, a partir das 18h e de lá o grupo deve seguir até o Palácio das Cerejeiras, sede do governo bauruense. Os jovens estão mobilizando as pessoas por meio do Facebook, através do grupo “Bauru Acordou”. 

Greve
Motoristas das empresas de transporte coletivo de Bauru prometem bloquear a saída dos ônibus das garagens na manhã de sexta-feira. A ideia é que nenhum veículo circule das 5h às 7h e, a partir desse horário, apenas 30% dos coletivos.  

O grupo intitulando “Bauru Acordou” promete apoiar a paralisação. “Os ônibus vão circular com as catracas liberadas e nós vamos nos unir a este protesto”, disse o estudante Altair Pereira Azevedo, da liderança do movimento. 

Fonte: Especial para Terra
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