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Pelo menos 24 manifestante seguem presos após protestos em SP, RJ e MG

8 set 2013 - 16h45
(atualizado às 17h19)
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Pelo menos 24 pessoas que foram presas no sábado durante os protestos do Dia da Independência continuavam detidas neste domingo, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Na capital mineira, dos mais de 50 manifestantes que foram autuados ontem, 15 continuavam presos hoje.

Em São Paulo, de 40 levados pela Polícia Militar às delegacias, oito continuavam detidos - entre eles, quatro adolescentes que foram apreendidos e encaminhados à Fundação Casa. Dos adultos, dois podem sair sob fiança a partir de segunda-feira.

No Rio de Janeiro, um manifestante segue detido - Wallace Vieira Santos foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e levado à 12ª Delegacia de Polícia. Ele estava com uma bomba e três sinalizadores, segundo a Polícia Civil. Outras 19 pessoas também foram detidas, mas liberadas em seguida. Nove delas foram levadas às delegacias para serem identificadas porque estavam usando máscaras.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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