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Dia começa sem metrô e ônibus em São Paulo

15 mar 2017
09h34
atualizado às 09h34
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A cidade de São Paulo amanheceu hoje (15) sem o principal transporte público de massa, os trens do metrô, que atendem diariamente a cerca de 3,2 milhões de pessoas, e com quase toda a frota de ônibus parada. Houve também vários bloqueios no trânsito por causa da paralisação nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência Social. Por volta das 6h25, no entanto, foi acionado o Plano de Contingência do Metrô para que os passageiros voltassem a ser atendidos, ainda que parcialmente, nas linhas 1-Azul (ligação da zona norte com a sul), 2-Verde (região da Avenida Paulista) e 3-Vermelha (ligação leste-oeste).

Estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, Linha 3-Vermelha, em São Paulo (SP), amanhece fechada nesta quarta-feira (15), durante paralisação dos metroviários que aderiram ao Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da previdência e reforma trabalhista.
Estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, Linha 3-Vermelha, em São Paulo (SP), amanhece fechada nesta quarta-feira (15), durante paralisação dos metroviários que aderiram ao Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da previdência e reforma trabalhista.
Foto: Nivaldo Lima/Futura Press

Nesse horário, já era normal o funcionamento da Linha 5 Lilas, que atende à população da zona sudoeste, e da Linha Amarela (que liga a Estação da Luz à região dos bairros de Pinheiros e do Butantã). A única que permanecia parada era a Linha 15-Prata, que faz a ligação entre o Ipiranga, na zona sul, e a Cidade Tiradentes, na zona leste. A oferta dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se manteve normal.

A decisão dos metroviários de aderir ao ato nacional contrariou decisão da Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) havia determinado a manutenção do funcionamento pleno das atividades nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e de 70% nos demais horários. O descumprimento implica pagamento de multa de R$ 100 mil por dia.

Pontos lotados

Em consequência da falta de opções, muitos passageiros lotavam os pontos de ônibus em vários locais e muitos moradores tiraram o carro da garagem, provocando um congestionamento acima do normal. Para facilitar os deslocamentos, a prefeitura liberou o rodízio de veículos, o uso dos corredores de ônibus e a gratuidade nos estacionamentos da zona azul.

Por volta das 7h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 118 quilômetros de lentidão na região do centro expandido. Em média, o motorista gastou cerca de meia hora a mais do que o normal para percorrer, por exemplo, a Marginal Tietê nos dois sentidos. Além de mais carros nas ruas, a morosidade também foi provocada por bloqueios de vias em função de manifestações, em pelo menos cinco pontos - um deles, na Avenida Nações Unidas, rumo à rodovia Castelo Branco.

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Agência Brasil Agência Brasil

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