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Brasileiro que viveu morte de Getúlio e Diretas Já volta às ruas em SP

20 jun 2013 19h35
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Após viver morte de Getúlio Vargas, Diretas Já e Fora Collor, José de Freitas volta às ruas nos protestos de 2013
Após viver morte de Getúlio Vargas, Diretas Já e Fora Collor, José de Freitas volta às ruas nos protestos de 2013
Foto: Marina Azaredo / Terra

Muitos que observam os protestos deste junho de 2013 como um momento histórico do Brasil. Talvez seja cedo para afirmar isso, mas, se alguém pode fazê-lo, talvez este alguém seja José de Freitas.

O representante comercial e professor de Filosofia foi hoje às ruas de São Paulo com uma experiência partilhada por poucos. Hoje com 85 anos de idade, José viveu a morte de Getúlio Vargas (1954), a campanha das Diretas Já (1983-1984) e as passeatas que levaram multidões às ruas para pedir o Fora Collor (1992).

Ele diz não ter medo dos episódios de violência (protagonizados por "quatro ou cinco gatos pingados" e afirma que a revogação do preço das passagens foi uma "esmola". "Foi o começo, agora o público despertou", diz a testemunha da história brasileira.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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