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ANA: abertura de comportas não causou alagamentos em SP

29 jan 2010
20h12 atualizado às 20h44
20h12 atualizado às 20h44
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A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo informaram nesta sexta-feira que a abertura de comportas de represas não causou enchentes em municípios do Estado. De acordo com nota divulgada, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) "vem mantendo vazões descarregadas que não ultrapassam as capacidades das calhas dos rios" no trecho imediatamente abaixo das barragens.

Bombeiros usam boias e um carro-anfíbio para andar  no bairro Jardim Romano
Bombeiros usam boias e um carro-anfíbio para andar no bairro Jardim Romano
Foto: Vagner Campos / Futura Press

Desde o final do ano passado, a população de São Paulo sofre com constantes chuvas e alagamentos. Pelo menos 29 municípios decretaram situação de emergência devido aos temporais, que causaram a morte de 69 pessoas. Este é o segundo janeiro mais chuvoso desde 1943 na capital paulista.

Os órgãos disseram que as vazões descarregadas pelo reservatório Jaguari foram aumentadas progressivamente, a partir de 18 de dezembro, e atingiram hoje 110 m³/s. A partir de 20 de dezembro, as vazões das represas Cachoeira e Atibainha também foram aumentadas, e chegaram a 18 m³/s, no dia 3 de janeiro, volume que deve permanecer nos próximos dias.

De acordo com o superintendente de Produção de Águas da Sabesp, Hélio Castro, as represas têm função de segurar a água das rios que correriam livremente. Segundo ele, se a vazão fosse maior, haveria enchentes. "As represas estão descarregando 18 m³/s enquanto chega 70 m³/s. Em nenhum momento foi descarregado mais vazão que o que chegou", disse.

Segundo os órgãos, após longos períodos sem transbordamentos de represas há uma tendência de ocupação das áreas ribeirinhas, como ocorreu na bacia do rio Piracicaba, cujas represas não vertiam há mais de 10 anos, o que agravaria os impactos das enchentes.

A nota informa também a decisão de, em um trabalho conjunto dos dois órgãos, criar novos pontos de monitoramento, análise e controle das cheias da bacia do rio Piracicaba. A medida pretente "aperfeiçoar a gestão de eventos críticos".

Fonte: Redação Terra
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