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Engenharia Biotecnológica

Desenvolver vacinas, inseticidas e até trabalhar com a clonagem de animais. É essa mistura entre disciplinas de exatas e da biologia que compõe o currículo da Engenharia Biotecnológica. Mas não se engane: se você sonha em trabalhar na área médica, o curso pode não ser o mais indicado. "Essa primeira impressão se desfazia rapidamente e já no primeiro ano do curso havia muita desistência por parte dos alunos", comenta o coordenador do curso de Engenharia Biotecnológica da Unesp, José Celso Rocha.

Mercado - O mercado de trabalho para os engenheiros desta área está em expansão. Afinal, eles lidam diretamente com as últimas novidades científicas. Conforme Rocha, o curso foi reformulado para atender à demanda das empresas. "Houve um grande avanço na área biotecnológica nos últimos cinco anos e isso exigiu profissionais com formação mais consolidada na área de exatas, além da área de biológicas já estabelecida", afirma.

O engenheiro Biotecnológico tem como principais áreas de atuação a área biomédica (no desenvolvimento de vacinas e de novos métodos de diagnóstico), a indústria farmacêutica (no desenvolvimento de biofármacos), a agroindústria (no melhoramento da produção pecuária, desenvolvimento de bioinseticidas e sementes, melhoramento biotecnológico vegetal), a indústria alimentícia (em processos de produção onde intervém bactérias, fungos, enzimas), o controle e saneamento ambiental, além da clonagem animal e vegetal e da transgenia.

"As opções mais comum de atuação são as área de microbiologia, bioquímica, biologia molecular e fármacos", comenta Rocha. Não há piso para os profissionais da área, mas o professor da Unesp estima que o salário inicial para o engenheiro biotecnológico fique em torno de R$ 2,5 mil.

É pra você? - Nesse mix de biologia, matemática e informática, o ideal é ser bom nos três. Curiosidade e interesse nas inovações tecnológicas na área completam o perfil. "O futuro profissional deve ter, entre outros atributos, a capacidade de desenvolver projetos biotecnológicos com desenvoltura, estar sempre atento ao desenvolvimento e emprego de novas tecnologias na sua área de atuação, ser responsável no desenvolvimento de estratégia ambientais e sociais", enumera o coordenador da Unesp.

O que vem por aí - "Por ser ainda um curso bastante novo existem várias alternativas ainda não exploradas", comemora Rocha. Na área industrial, ele cita o desenvolvimento de equipamentos de uso biotecnológico, a montagem de plantas industriais, a bioinformática, a nanotecnologia e projetos de engenharia de bioprocessos e biotecnológicos.

"Diversas frentes de atuação estão se estabelecendo, e a Engenharia Biotecnológica é considerada uma área de interesse estratégico para os países em desenvolvimento como o Brasil. Com a aprovação da Lei de Biossegurança, merecem destaque o desenvolvimento de células-tronco e a transgenia, além das áreas de nanotecnologia, redes neurais artificiais, bioinformática e bioprospecção, entre outras", diz.

Diferencial - Dedicação é fundamental e a preparação deve vir desde o começo. "Tenha atenção com a sua formação básica, principalmente nas áreas de exatas e biológicas", aconselha Rocha. Ele sugere ainda a leitura não só de obras diretamente ligadas à área, mas de todo tipo de novidade. Inglês também é uma ferramenta importante.

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