Falado e estudado por todo o planeta, o inglês também o idioma mais cobrado nos vestibulares pelo País. Com ou sem a opção de escolher a língua estrangeira para o concurso, o candidato deve prestar atenção aos conteúdos exigidos pelas universidades.
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Thiago Godoy, professor do Oficina do Estudante, de Campinas, faz um alerta para aqueles que, por algum motivo, deixam de estudar a língua inglesa para o vestibular: "Tenho visto alunos que simplesmente ignoram as aulas de Inglês no colégio ou no cursinho, porque já estudaram durantes anos a língua em escolas de idiomas ou fizeram intercâmbio. Curiosamente, no vestibular, o desempenho destes candidatos, algumas vezes, é bem menos satisfatório do que o esperado".
Para o professor, não se deve ignorar que o conhecimento cobrado nos exames de admissão das universidades diverge um pouco daquilo que é ensinado nos cursos de inglês. "As provas exigem um certo conhecimento técnico para a leitura e requerem o uso instrumental do idioma", afirma.
Confira os cinco temas escolhidos pelo professor para priorizar no estudo do inglês:
- Vocabulário: alguns examinadores insistem em elaborar questões com textos bem distantes da realidade do candidato. Ainda é comum encontrar reportagens sobre vírus desconhecidos, bactérias exóticas e toda sorte de vocabulário específico que aparecem nesses contextos. Exatamente aí reside o que pode ser o diferencial para o sucesso do aluno: o contexto. O domínio de algumas construções básicas da língua e palavras-chave, aliadas a técnicas de leitura, pode suprir a falta de vocabulário específico.
- Falsos cognatos: o candidato tem de estar atento às pegadinhas dos "false friends". Há palavras que mantiveram o radical original, em ambas as línguas, mas com sentido muito diferente. É o caso dos pares "prejudice"/"preconceito" (e não "prejuízo", que se traduz "loss") e "to pretend"/"fingir" ("pretender" corresponde a "to intend"), entre outros.
- Voz passiva: a voz passiva, aquela em que o sujeito é paciente da ação verbal, na língua inglesa, funciona de maneira muito parecida com o que temos em Português. Lembrando que o Inglês só possui esta estrutura em sua forma analítica, o aluno deve preocupar-se com o uso correto dos tempos verbais compostos.
- Correspondência dos tempos verbais: o sistema verbal do português se parece, em muitos pontos, com o do inglês. Entretanto, diverge em outros, como o present perfect. O presente perfeito deve ser traduzido para o nosso idioma na forma do pretérito perfeito: "I've watched a movie" = "Eu assisti a um filme". O candidato não deve confundir a forma composta do verbo em inglês com o aspecto "durativo" do Português, como em "Eu tenho assistido a filmes" ("I've been watched movies").
- If-clauses: também de olho nos tempos verbais, o aluno precisa estar atento às possibilidade de usos na sentenças condicionais. Perceber se a declaração denota um acontecimento real, possível ou se trata de algo irreal. Vale conferir os verbos auxiliares presentes nesta estrutura, como "would", "could", "should" etc.
Redação Terra
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