Segredo de campeão

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Quinta, 2 de abril de 2009, 12h19

Veja como cursar duas faculdades ao mesmo tempo

Na hora de fazer a inscrição no vestibular, muitos alunos se deparam com um dilema semelhante na hora de marcar a opção de curso: a dúvida entre duas faculdades. Mesmo depois de muito pensar e pesquisar sobre a futura profissão, é comum chegar às portas do ensino superior ainda dividido entre administração e economia ou engenharia civil e arquitetura, por exemplo.

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Mas na dúvida entre uma e outra, por que não fazer as duas ao mesmo tempo? Essa é a opção oferecida em instituições como a Trevisan Escola de Negócios, Universidade de São Paulo (Usp), Ibmec São Paulo e Fundação Getúlio Vargas. Para cursos como direito, administração e economia, é possível integrar o currículo de duas graduações ou aproveitar as disciplinas do primeiro curso para concluir o outro em pelo menos dois semestres.

A oportunidade foi aproveitada pelo auditor contábil Bruno Pocetti, de São Paulo, que se tornou dono de dois diplomas ao final de cinco anos e meio de estudos na Trevisan Escola de Negócios, na capital paulista. Depois de quatro anos cursando administração, ele se dedicou por mais um ano e meio para conseguir a formação em Ciências Contábeis.

Para Pocetti, a dupla formação é ideal para sua atuação como auditor, que exige conhecimentos nas duas áreas. "É uma necessidade da minha profissão", diz.

Foi o mercado de trabalho que levou a instituição a criar o sistema que permite a conclusão do segundo curso em até um ano, segundo o diretor executivo da Trevisan Escola de Negócios, Fernando Trevisan. A idéia é atender a demanda de profissionais formados em administração que, para subir na carreira em funções de auditoria, precisam da formação em contabilidade.

No Ibmec São Paulo, a dobradinha ocorre entre administração e economia. Ao final do terceiro ano, o aluno pode se inscrever em um processo seletivo que inclui prova e análise de histórico escolar. Os selecionados, de seis a oito por semestre, passam a estudar disciplinas específicas das duas graduações por mais dois anos, concluindo os cursos em cinco anos de faculdade. Três anos a menos do que normalmente seria necessário para completar as duas separadamente.

"É difícil entrar na faculdade sabendo o que quer, e esse é um benefício para o aluno", afirma o diretor acadêmico da graduação do Ibmec São Paulo, Sérgio Lazzarini.

O casamento semelhante ocorre entre administração e direito na Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, onde é possível concluir os dois cursos em sete anos. O aluno pode se integrar ao sistema a partir do sétimo semestre do direito ou do quinto da administração, segundo o vice-coordenador do curso de graduação em administração FGV, André Samartini. Para participar é preciso ser aprovado em um processo seletivo.

Na Usp, a parceria é construída entre engenharia civil e arquitetura, mas, nesse caso, o aluno recebe o diploma apenas de seu curso de origem e um certificado de participação no Programa de Dupla Formação, o que comprova a participação nas disciplinas do outro curso.

O objetivo do sistema lançado em 2004 é ampliar a formação dos alunos dois cursos, que cumprem dois anos de disciplinas da outra graduação, somando sete anos de formação. Os interessados devem se inscrever no programa no final do terceiro ano da engenharia civil ou do quarto ano da arquitetura. Os acadêmicos da arquitetura participam de disciplinas que tratam de questões tecnológicas, materiais, estruturas e processos construtivos. "Já os alunos da engenharia adquirem a visão mais abrangente da Arquitetura, que incorpora as questões do projeto, da estética e também de aspectos técnicos, como os ligados ao conforto ambiental", explica o professor Francisco Ferreira Cardoso, membro da Comissão de Coordenação do Programa.

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