Segredo de campeão

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Quinta, 12 de março de 2009, 10h40

Veja dicas para o vestibular depois do intercâmbio

Todo semestre, estudantes brasileiros partem para o Exterior para cursar parte do Ensino Médio em outro país. Também há aqueles que, depois de terminada a escola, viajam para aprimorar uma língua estrangeira. Na volta, com experiências fascinantes na bagagem, há quem se sinta um pouco perdido na hora de estudar para o vestibular. Qual é o segredo para não ficar atrás de quem permaneceu no Brasil se preparando?

Para Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Colégio e Curso Objetivo, em São Paulo, o intercambista deve aproveitar os conhecimentos adquiridos na viagem - como o melhor aprendizado de uma segunda língua - e reforçar o estudo daquilo que pode ter faltado durante o período no Exterior: "Em países como os Estados Unidos, é possível escolher as disciplinas da escola. Como não há uma homogeneidade de currículo, é bom ver outros conteúdos, de preferência no cursinho, para garantir que não faltou nenhuma parte da matéria". Fora isso, as dicas da professora são as mesmas que para qualquer outro vestibulando: organização, concentração e muito estudo.

Mais do que o idioma, a experiência de viver em meio a uma outra cultura e o amadurecimento de passar um tempo longe de casa são fatores positivos para o vestibulando. Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, diz que a maturidade e o contato com outra cultura podem tornar mais fáceis as questões interpretativas e interdisciplinares dos exames, por exemplo.

Passar seis meses no Canadá, em 2005, foi fundamental para a aprovação de Rivadávia Padilha Vieira Júnior, hoje com 23 anos, estudante de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele já tinha terminado a escola quando decidiu aprimorar seu conhecimento de francês naquele país, enquanto não havia decidido sobre sua carreira. "Estava em dúvida com relação a qual curso prestar no vestibular e qual poderia ser minha futura profissão. A viagem foi decisiva para a escolha do curso e para assumir a responsabilidade de, ao retornar ao Brasil, me dedicar ao estudo para o vestibular", diz o estudante.

De volta, Rivadávia fez um curso pré-vestibular intensivo, a partir de agosto. Com aulas no turno da noite, estudava por conta própria à tarde e assistia às aulas de apoio de disciplinas como química e matemática. Foi aprovado no vestibular de 2006, o primeiro depois da viagem. "Por seis meses, não me preocupei com a pressão de estudar para passar no vestibular. Vivi plenamente inúmeras experiências que contribuíram para o meu amadurecimento, e, ao retornar ao Brasil, essa bagagem serviu de base para a dedicação aos estudos e senso de responsabilidade na busca da aprovação no vestibular", resume.

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