Atualizada às 17h05
Rose Mary de Souza
Direto de Campinas
A companhia da família poucas horas antes das provas do vestibular estimula e tranqüiliza os estudantes que se preparam para o segundo dia dos exames da segunda fase da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp.
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Nas proximidades das salas de aplicação dos exames onde os candidatos enfrentam 24 questões de história e química nesta segunda-feira, circulam pais, irmãos e avós que são o apoio de última hora no momento do vestibular.
Os aposentados Adão Gomes e Maria José Basso Gomes, deixaram o município de Taquaritinga, a 251 Km de Campinas, para acompanhar a maratona de provas do neto, o estudante Guilherme Martinate Gomes, 17 anos, que vai até quarta-feira.
Guilherme, que é candidato à uma vaga em Engenharia Elétrica, e os avós estão hospedados na casa de parentes em Campinas.
Segundo o avô do rapaz, ontem, primeiro dia de provas, os acompanhantes foram os pais de Guilherme. Hoje, dia útil, na impossibilidade dos pais estarem presentes, os avós assumiram a responsabilidade de apoiar o estudante.
"A torcida é grande e a peregrinação também. A gente sofre junto mas também se alegra com a possível vitória dele", conta o avô.
"Essa é a segunda vez que Guilherme presta a Unicamp", disse a avó. De acordo com ela, Guilherme tem "horror à disciplina de história". "No ano passado, ele prestou como treineiro e até passou na primeira fase. Agora, como é para valer, ele trouxe até um caderno de história para estudar até o último momento."
Aline Reis, 18 anos, estava acompanhada de toda a família. Os irmãos menores, Mateus e Amanda, e os pais, Marcos e Adriana Reis, vieram de Jaguariúna, município vizinho à Campinas, trazer a estudante.
"Viemos todos juntos para dar aquela força, para deixar a Aline mais calma e para ela saber que todos estamos com ela", disse o pai.
Segundo ele, é muito importante a família estar junto ao estudante em um momento de decisão como é o vestibular.
"É como se a gente tivesse prestando vestibular também", comentou a dona de casa Laurice Benatti, que trouxe o filho Gustavo Bueno Benatti, 18 anos, que tenta pela terceira vez uma vaga em Engenharia de Controle e Automação.
"Antes eu não estava preparado, mas agora que terminei o colégio, até fiz cursinho", disse o rapaz que também fez vestibular como treineiro em 2007 e em 2008, assim que terminou o colégio.
"A gente fica nervosa. Sei que ele está passando por isso, mas é só no momento das provas, depois vai ficar tudo bem", diz Laurice.
Especial para Terra
A vestibulanda Aline Reis (centro), 18 anos, teve a companhia dos irmãos menores e dos pais antes da prova
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