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Para Jorge Ignácio Szewkies, diretor do Curso Fleming Medicina, de Porto Alegre, a principal diferença na preparação para as vagas mais concorridas está na postura do candidato. "O vestibulando à Medicina deve estar consciente do alto custo em horas de estudo e de prejuízo em suas atividades sociais", disse o médico. Ele acredita que o único segredo para o sucesso no concurso é estudar muito.
No Fleming, por exemplo, o projeto pedagógico exige 10 horas-aula diárias, para atender a todo o conteúdo do Ensino Médio, e o estudantes são orientados a como estudar à noite e nos finais de semana - são mais de 10 mil exercícios ao longo de 10 meses. O número de aulas também é proporcional ao peso das disciplinas no vestibular.
Estudante de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marianna de Abreu Costa, 20 anos, passou no segundo concurso que fez, depois de um ano no pré-vestibular para futuros médicos.
"Um cursinho voltado para Medicina entende a pressão emocional que o aluno está vivendo. Entende que muitos vêm do interior, que estão longe de suas famílias, que precisam de um ambiente organizado e com bons profissionais em que possamos confiar", analisou.
Marianna conta que dividia os conteúdos da maneira que achava adequada e, enquanto não cumprisse o previsto para o dia, não fazia outra coisa. Para ela, o primeiro passo para a aprovação é se conhecer e perceber qual o melhor jeito de estudar.
"Não existe uma fórmula pronta: estuda tantas horas disso, tantas horas daquilo, pára de encontrar com os amigos. Entendo que vale a pena perdermos algumas horas pensando e sendo honestos consigos mesmos. Onde estão minhas dificuldades? O que eu já sei, o que eu ainda não sei?", sugeriu.
Redação Terra
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