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Para a professora Maria Aparecida Custódio, mais conhecida como Cida, do laboratório de redação do Curso e Colégio Objetivo, de São Paulo, depende. "Quando o clichê for absolutamente pertinente, quando fechar com suas idéias, é válido", afirma. Segundo Cida, o candidato deve mostrar seu repertório lingüístico e argumentativo na redação. Se ele provar que tem suas próprias idéias, o clichê ou citação podem somar.
Para reforçar sua idéia de que nem sempre o clichê empobrece o texto, Cida dá um exemplo: "Recentemente, houve uma prova da Fuvest em que o tema era dinheiro. Houve várias redações com nota 10 que usaram o clichê 'tempo é dinheiro'. Depende do tema, do clichê e, claro, do resto da redação".
A professora alerta que, quando o vestibulando não consegue expressar suas idéias, o recurso pode provocar um efeito inverso. Ela diz ainda que expressões e frases feitas que poderiam ser usados em qualquer texto, sobre qualquer assunto, devem ser evitados. "Algumas são totalmente dispensáveis, como 'se cada um fizer sua parte', 'é preciso que a sociedade e o governo se conscientizem', 'e se fosse você?'. São expressões que não dizem nada", reforça.
O mesmo cuidado deve ser tomado com citações de poemas e músicas: "Nunca se deve usar frases de outras pessoas para homenageá-las. Elas podem servir para dar mais credibilidade e sustentação ao que está sendo dito pelo candidato, mas nunca para substituir um argumento", resume Cida.
Redação Terra
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