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Maria Aparecida Custódio, mais conhecida como Cida, do laboratório de redação do Curso e Colégio Objetivo, de São Paulo, diz que o espaço destinado à redação é o primeiro item a ser analisado. "O número de linhas pode ser determinante. Se tem bastante, o candidato pode se aprofundar mais, assumir a autoria do texto", explica. É o caso de provas como a da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que dá até 60 linhas para o vestibulando.
Cida diz ainda que o tema também deve ser levado em conta. Propostas de temas abstratos, como amizade, vingança e amor, dão margem maior para o aproveitamento do repertório cultural do candidato, como literatura, cinema e até mesmo experiências pessoais. "Ele deve pensar em como pode aproveitar esse conhecimento. Pode transformar uma experiência pessoal em coletiva. Não usar 'eu', mas como algo representativo para várias pessoas", sugere.
Quando o tema é mais objetivo ¿ especialmente os polêmicos, como eutanásia, aborto, violência ¿, o vestibulando deve se posicionar, alerta a professora. Ela diz que não adianta só dividir o texto em argumentos pró e contra determinado assunto. "Mas não precisa ser radical. Tomando cuidado para não ser incoerente, o candidato pode aproveitar argumentos contrários e refutá-los, levando para o texto suas considerações", diz Cida, ressaltando ainda que os textos que a banca oferece são pontos de partida para a redação.
A hierarquia das idéias apresentadas no texto e uma linguagem elaborada, que traduza o pensamento do autor, são outros pontos importantes, segundo a professora. "Vale lembrar que não se deve usar palavras que não conhece. Se não souber exatamente seu significado, é bom não usar um sinônimo. Também deve-se tomar cuidado com os clichês", reforça.
Redação Terra
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