Segredo de campeão

Segredo de campeão

Quinta, 13 de novembro de 2008, 12h31

Vale a pena ser treineiro no vestibular?

Seguindo o exemplo das equipes de futebol que jogam partidas amistosas a fim de ajustar o time para competições importantes, alguns estudantes optam por prestar o vestibular sem compromisso, ainda no meio do ensino médio, para ganhar experiência e se ambientar com o clima da prova mesmo um ou dois anos antes da hora de fazer o teste para valer.

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Foi a opção da estudante do 3º semestre de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Alana Fernandes. Depois de completar o 2º ano de ensino médio, em Porto Alegre, em 2004, ela prestou vestibular para a instituição gaúcha no início de 2005, "concorrendo" a uma vaga no curso de Administração. "Foi bom para sentir o clima da prova. Deu para ver que não é aquele bicho que todo mundo fala", diz.

A experiência, segundo ela, ajudou na aprovação que viria no concurso de 2007, na segunda tentativa depois de concluir o ensino médio."Quem faz antes sai um passo na frente de que nunca passou por essa situação", reforça.

Para André Roberti, estudante do 2º semestre de Engenharia da Computação na Unicamp, a principal vantagem é a possibilidade de conhecer as provas. "Assim você adquire tranqüilidade", afirma o estudante paulista, que fez a prova pela primeira vez como treineiro (modalidade em que o candidato não disputa as vagas) no final de 2005, na Fuvest, quando terminava o 2º ano de Ensino Médio.

O contato com os testes é a principal vantagem de fazer o vestibular antes da hora, avalia o professor de biologia do curso Mauá, de Porto Alegre, José Leandro Carneiro. "O aluno aprende a mecânica do vestibular, como funciona a entrada e a saída, as regras que tem que seguir", observa.

Por outro lado, o professor lembra que o vestibular "amistoso" está longe de simular a prova que o estudante faz depois de deixar ensino médio. Respondendo as perguntas de "sangue-doce" o aluno não tem a noção de peso do nervosismo e nem da dificuldade da prova, já que ainda não completou os estudos. "É a diferença entre jogar uma pelada e a Copa do Mundo", compara Carneiro.

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