Fique de olho

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Sexta, 7 de novembro de 2008, 11h17

Temas como a saúde da Terra podem virar redação

Cada vez mais presente no noticiário, o esgotamento dos recursos naturais da Terra também pode ser tema das redações de vestibular. De acordo com dados da organização World Wildlife Fund (WWF), a humanidade está consumindo 30% mais recursos naturais do que o planeta é capaz de suprir. Ou seja, em poucas décadas, caso não se tome nenhuma providência, o homem não terá mais o que tirar do planeta para seu sustento.

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O estudo da WWF calculou que as necessidades de cada pessoa no mundo - matéria-prima para os produtos que consome e lixo que produz - exige 2,7 hectares do planeta para serem supridas. Mas para usar os recursos da Terra de forma sustentável, o uso máximo de cada habitante teria de ser 2,1 hectares. No Brasil, já estamos acima da meta: os brasileiros usam 2,4 hectares. Os norte-americano, 9,4 hectares, segundo a WWF.

E o que o aluno tem a ver com isso? Tudo. A professora de português e redação do Universitário Ana Lúcia Lerner explica que demonstrar conhecimento dos assuntos atuais conta pontos para as bancas de redação nas universidades. "É bom aproveitar temas do momento para argumentar, isso mostra que o aluno está atento ao que se passa no mundo." Mas, com um tema tão amplo nas mãos como é o do meio ambiente, o aluno deve ter alguns cuidados, alerta.

O primeiro é decidir qual será a sua abordagem e que opinião tem sobre o assunto. Para isso, é bom fazer um banco de idéias - listar tópicos que poderá abordar ao escrever. Já na introdução do texto, se posicionar. Durante o desenvolvimento, ele terá de justificar sua opinião. Nesse ponto, é importante não cair na tentação dos chavões, como "precisamos cuidar do planeta para nossos netos não sofrerem", por exemplo. "As universidades procuram pessoas com idéias originais, abordagens diferenciadas", afirma a professora.

Isso também não quer dizer que é permitido pirar no texto e sair argumentando que não se importa com o meio ambiente, que jogar papel na rua não tem problema. Além da clareza do texto, a ética do redator também é considerada, lembra Ana Lúcia.

Finalmente, quando se fala de meio ambiente é muito comum cair no recurso mais fácil: colocar toda a culpa no governo, diz a professora. Como parte da idéia de uma abordagem original, é bom evitar esse tipo de visão. Até porque o estudo da WWF está aí para alertar: as necessidades individuais são o motor da corrida desenfreada pelos recursos naturais, cada vez mais raros, do planeta.

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