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Engenharia civil

O crescimento da indústria da construção civil e de obras de infra-estrutura no País tem criado um espaço para a mais tradicional das engenharias. A Engenharia Civil tem até déficit de profissionais qualificados em todo o Brasil, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para 62% das empresas entrevistadas, a contratação de engenheiros vai aumentar nos próximos três anos. Membro do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), o engenheiro civil Francisco Ladaga garante que a profissão está vivendo uma fase bastante positiva. "A engenharia civil está na base das atividades necessárias para o crescimento do País", avalia.

Um dos principais desafios dos futuros engenheiros, no entanto, é unir a técnica a noções de administração, uma demanda dos empregadores. Conforme a pesquisa Mercado de Trabalho para o Engenheiro e Tecnólogo no Brasil, desenvolvida pela Confederação Nacional da Indústria, as empresas brasileiras identificam carências tanto em termos práticos da profissão quanto em áreas que não são ligadas à engenharia propriamente dita, mas que são importantes para o desenvolvimento do profissional dentro da companhia, como noções de marketing e de relacionamento com os clientes. Mercado - A profissão de engenheiro civil é regulamentada. O profissional precisa ser inscrito no Conselho de sua região e a legislação fixa para a jornada de trabalho de 8 horas diárias uma remuneração básica de 8,5 salários mínimos. Trabalham em análises, projetos e execução de obras diversas, tanto na iniciativa privada quanto no setor público. Os engenheiros civis também costumam ocupar cargos de gerência e diretoria em diversas companhias, quando conseguem agregar conhecimentos de gestão à bagagem técnica.

A principal dificuldade enfrentada pelos recém-formados é a falta de conhecimento em relações humanas no trabalho, além de noções de empreendedorismo, já que esta bagagem não vem da sala de aula. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria aponta que os empregadores têm feito o papel da universidade neste sentido. "A empresa é vista como participante do processo de formação real do engenheiro para as necessidades do mercado", afirma a análise. É pra você? - Um bom engenheiro tem que ter um ótimo conhecimento em matemática e física, mas isso não quer dizer que deve ser um nerd que se divirta somente na companhia dos números. As novas exigências do mercado de trabalho pedem um profissional com um bom relacionamento interpessoal, capacidade de liderança e de trabalho em equipe.

O que vem por aí - O mercado de trabalho para os engenheiros civis vem crescendo no País, graças à forte expansão da construção civil e de obras de infra-estrutura. Além do aquecimento dos segmentos mais tradicionais, uma área em expansão, conforme o engenheiro civil Francisco Ladaga é o setor de meio ambiente.

Diferencial - Para se destacar em sala de aula, não basta ser o melhor em matemática e física. Além de estudar muito, o estágio é fundamental. "O ideal é que o estudante mantenha em paralelo ao curso um estágio, procurando mudar diversas vezes dentro das áreas de engenharia civil, adquirindo um amplo conhecimento prático", aconselha Ladaga.

Conforme a pesquisa da CNI, esta, junto com programas de trainee, é a principal porta da entrada das empresas para os engenheiros civis. "A necessidade de estágios é tão grande que são poucos os engenheiros que se formam em cinco anos, face à necessidade de dividir o tempo entre estudos e estágios se quiserem ter chances reais de bons empregos quando formados", informa a pesquisa. Depois da formatura, é importante manter a rotina de aprendizado, através de cursos de especialização voltados para área escolhida.

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