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Biomedicina

Não se engane: apesar do nome, a graduação de Biomedicina é bem diferente da Medicina. "A Medicina forma profissionais para atender aos indivíduos, investigando, diagnosticando e tratando das doenças. Já a Biomedicina conduz estudos e pesquisas das doenças humanas, sem contato com os pacientes", explica a biomédica Cristine Goebel, professora-substituta da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), antiga Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA). O curso, com duração média de quatro anos, forma profissionais que buscam as causas das doenças, além de trabalhar com prevenção e cura, desenvolvendo soros e vacinas.

Mercado - O curso foi criado na década de 1960 para formar professores das áreas básicas de saúde. Alguns anos depois, as faculdades passaram a graduar profissionais habilitados a exercer análises clínico-laboratoriais, a área de atuação mais comum dos profissionais. Hoje, o campo de atuação do biomédico é amplo, com mais de 30 especialidades.

O profissional poderá atuar em laboratórios, hospitais, órgãos públicos de saúde e indústrias biotecnológicas, em áreas como análises bromatológicas (de alimentos), banco de sangue, reprodução humana, imagenologia (radiologia, tomografia computadorizada, ultra-sonografia, entre outros exames), biologia molecular, citologia oncótica, toxicologia, entre outras. "A área de perfusão extra-corpórea é uma outra possibilidade que os biomédicos podem atuar, na qual eles são responsáveis uma máquina chamada coração-pulmão, muito importante em cirurgias, principalmente cardíacas", exemplifica Cristine. Não há piso da categoria.

É pra você? - Em primeiro lugar, avalie se o que você quer é mesmo a Biomedicina. A professora da UFCSPA conta que muitos estudantes iniciam o curso apostando que ele seja semelhante ao curso de Medicina. "Apesar do nome, são bem diferentes", lembra. Mas, como a colega mais famosa, a Biomedicina exige muito estudo e dedicação do aluno. Um perfil de investigador também é desejável, já que o profissional trabalha com pesquisa e novas descobertas. "Também é fundamental se manter atualizado", ensina Cristine.

A inserção no mercado de trabalho é difícil no começo da carreira, diz a professora Cristine Goebel. A área de análises clínicas é a mais saturada, mas há diversas oportunidades dentre as 33 especialidades da Biomedicina.

O que vem por aí - O biomédico trabalha em diversas áreas dentro da saúde, mas uma das mais promissoras é a indústria farmacêutica, onde o profissional trabalha no desenvolvimento de medicamentos. A inseminação artificial também é uma forte aposta dos profissionais da área, que avaliam e selecionam os embriões, além dos exames de DNA, por quais são responsáveis.

Diferencial - Quem quer se destacar na faculdade deve, desde o começo, apostar em atividades extracurriculares, como participar de palestras, cursos de extensão e congressos. A professora da UFCSPA aconselha ainda que o estudante procure ser aluno de iniciação científica, monitor de disciplinas e se dedique a estágios. No último ano do curso, os estágios são supervisionados.

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