Você assiste aos telejornais não para saber como vai seu time, mas para acompanhar as eleições no Zimbábue? Se considera um cidadão do mundo, com gosto pela diplomacia? Então, o curso de relações internacionais pode ser uma boa pedida. O profissional da área é apto a "analisar a conjuntura histórica em que se está vivendo, as mudaças que ocorrem no sistema internacional, incluindo seu próprio país, quais as questões mais importantes e urgentes que os estados e suas sociedades estão vivendo", explica a professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio Sonia de Camargo.
As principais disciplinas do curso envolvem o estudo das Instituições Internacionais, Segurança e Defesa Internacionais, Política Externa, Integração Regional e Economia Política Internacional. Mas, se os temas das aulas são comuns a todos os cursos, a linha que cada um segue pode ser bem diferente. "Há cursos que são mais profissionalizantes, outros mais teóricos. É preciso avaliar qual a atividade que se quer exercer depois de formado", diz Sonia.
Mercado - As áreas de atuação do profissional são bem abrangentes. O bacharel pode atuar em atividades de ensino e pesquisa nas universidades e centros de pesquisa no âmbito acadêmico. No mercado de trabalho, o foco são as consultorias, assessorias em organizações e empresas públicas e privadas e escritórios de advocacia que trabalham em âmbito internacional. A profissão ainda não é regulamentada, portanto, não tem um piso. Mas o salário médio inicial fica em torno de R$ 1.500.
Conforme a professora da PUC-Rio, as dificuldades são as mesmas que as enfrentadas pelos demais iniciantes de qualquer profissão. "Encontrar espaço no mercado de trabalho ainda é complicado", comenta. Para ela, uma boa formação facilita a contratação.
É pra você? - O profissional da área deve ter um perfil curioso, empreendedor e com uma ampla visão de futuro. Depois de ingressar na faculdade, segundo Sonia, as características desejáveis dependem de que o candidato tenha clareza sobre o que realmente deseja fazer profissionalmente. "A partir desse ponto, ele deve ser capaz de aproveitar as oportunidades que se apresentam, que seja empreendedor e ativo em sua procura de trabalho e quando for nele incorporado", afirma.
O que vem por aí? - A globalização da economia, a inserção cada vez maior de empresas brasileiras no exterior e a divulgação do Brasil lá fora são movimentos em processo cada vez maior de expansão, o que aumenta a demanda por profissionais da área de Relações Internacionais. Conhecer bem a cultura e os costumes dos demais países dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), que são a bola da vez no comércio internacional, pode ser um diferencial importante para o profissional da área.
Diferencial - Durante a faculdade, o estudante tem, sobretudo, que estudar, e muito, ensina Sonia. "Participar de todas as atividades que as universidades oferecem, como palestras, seminários e outras iniciativas organizadas pelos próprios alunos referentes à area que estão cursando, ler nos jornais e revistas a parte internacional, em resumo, acumular informação mais abrangente possível sobre a realidade internacional", enumera. Investir no aprendizado de línguas também é fundamental. Se o inglês e o espanhol são básicos, outros idiomas são diferenciais no currículo.
Redação Terra
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