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UE endurece sanções contra regime sírio de Bashar al Assad

23 jan 2012
08h38
atualizado às 08h55

Os países da União Europeia (UE) aprovaram nesta segunda-feira novas sanções ao regime sírio de Bashar al Assad pela repressão aos protestos no país e ainda por se recusar a abrir processo de reformas democráticas.

Os 27 acordaram bloquear os recursos de oito novas entidades vinculadas ao Governo e de 22 pessoas - principalmente militares -, as quais também terão proibida a entrada em território comunitário.

As novas medidas foram aprovadas no começo da reunião dos ministros das Relações Exteriores que ocorre nesta segunda-feira em Bruxelas.

Nesta nova rodada de sanções continua a linha marcada pela UE, que se comprometeu em endurecer a pressão sobre o regime sírio enquanto persistir a repressão.

Em dezembro, os 27 incluíram outras 12 pessoas e 11 entidades a sua lista negra, na qual já figuravam 74 indivíduos e 19 companhias.

Além disso, a UE introduziu sanções econômicas em coordenação com os Estados Unidos a diversos setores, como energético, financeiro, bancário e comercial.

Nesta segunda-feira, os responsáveis pelas Relações Exteriores dos 27 devem discutir a situação no país, depois que a última proposta da Liga Árabe fosse rejeitada hoje pelo regime de Bashar al Assad.

Damasco classificou de "complô conspiratório" o pedido feito no domingo pelos países árabes, que pediram a Assad transferir os poderes ao vice-presidente do país, e a formar um Governo de união nacional no prazo de dois meses, para convocar eleições presidenciais.

A chefe da diplomacia comunitária, Catherine Ashton, expressou nesta segunda-feira que a UE apoia as propostas da Liga Árabe diante das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança da ONU não aprovou medidas contra o regime sírio diante da oposição da Rússia e China, uma postura que o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, classificou de "grande equívoco".

EFE   

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