A colisão em sequência aconteceu na altura do bairro Betânia, na região oeste da capital mineira, e envolveu 16 veículos, entre carretas, caminhões e carros de passeio
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra
- Ney Rubens
- Direto de Belo Horizonte
Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas em um acidente no trecho de 6 km de descida no Anel Rodoviário, principal via de Belo Horizonte. A colisão em sequência aconteceu na altura do bairro Betânia, na região oeste da capital mineira, e envolveu 16 veículos, entre carretas, caminhões e carros de passeio.
Sobreviventes contaram à polícia que uma carreta desgovernada bateu e empurrou os outros veículos. A carreta só parou depois de cair na marginal da rodovia, que fica em um nível abaixo das pistas principais. Entre as vítimas fatais está uma menina de 6 anos, que foi arremessada para fora do carro em que estava.
Em outro veículo, mãe e filho também morreram esmagados. A quarta vítima fatal é uma mulher adulta que estava em um carro. Até as 20h30 desta sexta-feira, nenhum dos mortos havia sido identificado. Os feridos foram socorridos por ambulâncias do Samu, Bombeiros e um helicóptero do pronto-socorro do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Pelo menos duas pessoas estavam em estado grave.
Média de 100 mortes por ano
O trecho onde aconteceu o acidente é o mais perigoso do Anel Rodoviário, que tem 26 km de extensão e foi construído na década de 1960 para escoar a produção de minério que vinha principalmente da região do Vale do Aço, no leste do Estado.
Segundo dados da Polícia Militar Rodoviária, em média 100 pessoas morrem na via todos os anos. O trecho de 6 km entre os bairros Olhos D'água e Betânia é considerado crítico porque é uma descida forte que, em dias de maior movimento, congestiona devido à diminuição do número de pistas no final da descida.
"Sempre há tragédias porque no Betânia o Anel Rodoviário passa de três para duas pistas e há um estrangulamento abaixo da linha férrea. Com isso, o trânsito fica lento e as carretas carregadas com até 40 t de minério não conseguem parar, e aí passam por cima de todo mundo", disse José Natan, presidente do Sindicato Nacional dos Caminhoneiros.
- Especial para Terra




