- Hermano Freitas
- Direto de São Paulo
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) disse que a restrição aos caminhões "pegou de surpresa" e é um duro golpe no setor. Questionado sobre como a medida prejudica o negócio, Manoel Sousa Lima Júnior diz que os caminhões foram tratados "como vilões" do trânsito pela prefeitura de São Paulo e banidos das mais importantes vias da capital paulista. "Nos tiraram as artérias", disse.
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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), anunciou na manhã desta quarta-feira a substituição do rodízio de veículos urbanos de carga com até 6 m de comprimento (VUCs) por uma restrição completa a caminhões em algumas vias da capital paulista. Veículos de carga serão proibidos de segunda a sexta-feira das 5h às 21h na Marginal Pinheiros, entre as pontes Jaguaré e Morumbi, e nas avenidas Bandeirantes e Roberto Marinho a partir de segunda. O total de vias restritas chega a quase 40 km.
"É como se tivessem nos tirado as veias mais importantes do corpo humano. O caminhão é visto como a gordura que entope as artérias, mas nós somos o oxigênio, entregamos mercadorias e bens", diz Lima Júnior.
O Setcesp afirma que a restrição é grave porque impossibilita a entrega das mercadorias no comércio e indústria das avenidas interditadas para o transporte de carga "Não é todo tipo de entrega que se pode fazer com uma Fiorino (camionete da Fiat)", diz.
Para o dirigente, o setor está arcando com todo o prejuízo da restrição. "Se é para nos restringir o horário diurno, deveria também obrigar o comércio a abrir de noite para receber carga, o que não acontece", diz.
- Redação Terra


