A Prefeitura de São Paulo pretende reduzir o valor da tarifa de táxi nos horários de pico, com o objetivo de incentivar as pessoas a utilizar o transporte público e diminuir o número de veículos nas ruas. A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) apresentou nesta semana aos taxistas a proposta que prevê uma redução de 20% nos preços das corridas entre 7h e 10h e das 17h às 20h. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
A tarifa atual da cidade de São Paulo é de R$ 3,50 a bandeirada, acrescida de R$ 2,10 por km rodado. Esse valor é válido de segunda-feira a sábado, das 6 às 20 horas. Nos demais horários e aos domingos, vale a bandeira 2, com um valor de R$ 2,73 por km rodado. De acordo com a proposta da SMT, as tarifas para os horários de pico receberiam o desconto com base no valor final das corridas. Os trajetos seriam feitos normalmente com bandeira 1 e, ao final, os taxistas fariam a conversão com base em uma tabela, que seria entregue a todos os motoristas.
A tarifa diferenciada está prevista para entrar em vigor ainda neste ano, mas a medida enfrenta resistência dos taxistas, segundo o jornal.
O secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, apresentou a proposta há cerca de dez dias, em uma reunião com o presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Natalício Bezerra. O representante da categoria se mostrou contrário à proposta, uma vez que o setor está se mobilizando por um aumento na tarifa. "Eu falei para o secretário na ocasião que era contra, porque a tarifa não é reajustada há três anos e nós estamos em campanha para aumentar o valor. Então, é claro que uma proposta para reduzir em determinados horários vai enfrentar resistência, porque vai punir os trabalhadores e também porque não acreditamos que vai aumentar a demanda", afirmou Bezerra ao Estado.
Apesar de contrário à medida, Bezerra diz que se comprometeu a levar a proposta para ser analisada pela categoria. O secretário dos Transportes, no entanto, se adiantou e, segundo o jornal, se reuniu na manhã da segunda-feira em separado com cerca de 200 coordenadores de pontos de táxi da cidade, no auditório do Departamento de Transporte Público (DTP), na zona norte da capital. Moraes recebeu nova resposta negativa à proposta.
- Redação Terra

