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 Após protestos, prefeitura de SP libera ônibus fretados na Berrini
28 de julho de 2009 19h29 atualizado às 20h40

Usuários fazem fila para embarcar em ônibus fretado na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Foto: Marcelo Pereira/Terra

Usuários fazem fila para embarcar em ônibus fretado na Marginal Pinheiros, em São Paulo
Foto: Marcelo Pereira/Terra

Após os protestos de moradores do entorno da estação Berrini da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a prefeitura de São Paulo anunciou, no início da noite desta terça-feira, a criação de quatro novos pontos de embarque e desembarque de ônibus fretados no bairro do Brooklin, zona sul da capital. Serão três na avenida Luís Carlos Berrini e um na avenida Chucri Zaidan.

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Ontem teve início a operação da prefeitura de restrição aos fretados. Os ônibus são proibidos de circular em uma área de 70 km² a partir do centro da capital. Para isso, foram criados pontos de embarque e integração em locais estratégicos, como estações de trem e do metrô. A prefeitura alega que os fretados atrapalham o trânsito da cidade por pararem em qualquer lugar.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) atribui a liberação ao excesso de demanda de passageiros para a região, considerando que não há Metrô. A autorização passa a valer nesta quarta-feira (29), a partir das 17h.

O titular da pasta, Alexandre de Moraes, afirma que os protestos contra a medida que restringiu a circulação dos fretados são isolados e incitados pelas empresas de fretamento. "Eles devem parar, pois não são questões de trânsito, mas também de segurança pública", disse Moraes.

Fazendo um balanço das quase 48 horas da medida, o secretário afirmou que os índices de congestionamento chegaram a melhorar mais de 70% se comparados com índices do passado. No caso da avenida Paulista, no sentido Consolação-Paraíso, a lentidão foi 73% menor que a médias das segundas-feiras de julho de 2008. No pico da manhã, das 7h às 8h30, a variação foi 74,5% menor, se comparado com as terças de julho do ano passado.

Já a comparação da média da manhã de segunda-feira não foi favorável em função da chuva, segundo o secretário. Comparando as segundas de julho de 2008 com o dia 27, houve um crescimento de 21,1%.

Moraes destacou que a medida veio pra ficar e que "ajustes são naturais" em medidas deste porte. Ele comparou a restrição dos fretados à Zona Máxima de Restrição aos Caminhões (ZMRC), dizendo que após um primeiro momento de protesto, a medida se consolidou.

Ainda comentando o descontentamento dos usuários de ônibus particulares, o secretário afirmou que a adaptação é a contribuição ao trânsito de quem não mora na capital. "Não somos contra o fretamento, mas ônibus fretado não é um táxi grande que pode parar em qualquer lugar".

Redação Terra