Usuários fazem fila para embarcar em ônibus fretado na Marginal Pinheiros, em São Paulo
Foto: Marcelo Pereira/Terra
Após os protestos de moradores do entorno da estação Berrini da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a prefeitura de São Paulo anunciou, no início da noite desta terça-feira, a criação de quatro novos pontos de embarque e desembarque de ônibus fretados no bairro do Brooklin, zona sul da capital. Serão três na avenida Luís Carlos Berrini e um na avenida Chucri Zaidan.
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Ontem teve início a operação da prefeitura de restrição aos fretados. Os ônibus são proibidos de circular em uma área de 70 km² a partir do centro da capital. Para isso, foram criados pontos de embarque e integração em locais estratégicos, como estações de trem e do metrô. A prefeitura alega que os fretados atrapalham o trânsito da cidade por pararem em qualquer lugar.
A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) atribui a liberação ao excesso de demanda de passageiros para a região, considerando que não há Metrô. A autorização passa a valer nesta quarta-feira (29), a partir das 17h.
O titular da pasta, Alexandre de Moraes, afirma que os protestos contra a medida que restringiu a circulação dos fretados são isolados e incitados pelas empresas de fretamento. "Eles devem parar, pois não são questões de trânsito, mas também de segurança pública", disse Moraes.
Fazendo um balanço das quase 48 horas da medida, o secretário afirmou que os índices de congestionamento chegaram a melhorar mais de 70% se comparados com índices do passado. No caso da avenida Paulista, no sentido Consolação-Paraíso, a lentidão foi 73% menor que a médias das segundas-feiras de julho de 2008. No pico da manhã, das 7h às 8h30, a variação foi 74,5% menor, se comparado com as terças de julho do ano passado.
Já a comparação da média da manhã de segunda-feira não foi favorável em função da chuva, segundo o secretário. Comparando as segundas de julho de 2008 com o dia 27, houve um crescimento de 21,1%.
Moraes destacou que a medida veio pra ficar e que "ajustes são naturais" em medidas deste porte. Ele comparou a restrição dos fretados à Zona Máxima de Restrição aos Caminhões (ZMRC), dizendo que após um primeiro momento de protesto, a medida se consolidou.
Ainda comentando o descontentamento dos usuários de ônibus particulares, o secretário afirmou que a adaptação é a contribuição ao trânsito de quem não mora na capital. "Não somos contra o fretamento, mas ônibus fretado não é um táxi grande que pode parar em qualquer lugar".
- Redação Terra

