Trânsito

Sábado, 4 de julho de 2009, 19h28 Atualizada às 19h32

Protesto lembra 6 mortos em acidente em festa junina no Rio

Famílias, amigos e vizinhos das seis vítimas fatais de um atropelamento esta semana em Bangu, no Rio de Janeiro, fizeram na manhã deste sábado uma passeata pedindo providências das autoridades. Eles querem a prisão do motorista e o reforço da sinalização de trânsito na rua da Feira, onde aconteceu o acidente. Com balões e faixas, eles caminharam do centro de Bangu até a Igreja de Santa Cecília, onde, na segunda-feira às 18h, será celebrada a missa conjunta de sétimo dia.

» Morre 6ª pessoa atropelada em festa junina no Rio
» Corpo de bebê atropelado em festa junina no Rio é sepultado
» Carro invade festa junina no Rio e deixa 3 mortos e 4 feridos

O acidente aconteceu no início da noite do último sábado, dia 27. Para comemorar o aniversário da cunhada, Airton Macedo convidou amigos e vizinhos para uma festa junina. Ele estava montando um estande de pescaria na calçada em frente à sua casa quando dois carros em alta velocidade teriam vindo pela rua da Feira. Um deles perdeu a direção e invadiu o local. Sete pessoas foram atropeladas, sendo que quatro morreram na hora. Outros dois chegaram a ser socorridos, mas faleceram nos dias seguintes. A sétima pessoa teve apenas ferimentos leves. O motorista, André Leandro da Silva, 39 anos, nunca teria tirado a carteira de habilitação.

Marcia Conceição, mãe de Emanuele Vitória, 9 meses - uma das vítimas -, contou foi o terceiro acidente de trânsito na mesma rua que afetou sua família. Um de seus irmãos foi atropelado no dia 29 de maio e outro teve sequelas físicas por 28 anos após ser atropelado quando ainda era criança. Os dois estão mortos. "A Secretaria de Trânsito tem que fazer alguma coisa. Esse monstro ao volante destruiu a minha vida e não vou descansar enquanto ele não estiver na cadeia", disse.

Alberto Ribeiro Fontes, que perdeu o filho, Pedro Henrique, e o pai, Pedro Fontes, também pediu a prisão do motorista. "Tem que mudar o Código Penal. Nós queremos justiça. É um absurdo ele estar em liberdade depois do que fez", reclamou. Sua mulher, Nilvanete Barbosa Santos, contou que, apesar dos apoio da família e amigos, não consegue descansar. Durante a manifestação, ela chegou a desmaiar e foi amparada por amigos.

"Quando vimos todo mundo no chão, as pessoas diziam para bater e matar o homem que dirigia o carro. Mas nós o entregamos à polícia. Confiamos que ele seria preso e punido. Mas menos de duas horas depois ele estava na rua. Nós queremos justiça", falou Dinayara Macedo, filha de Airton, a sexta vítima a falecer, na última quinta-feira, após passar cinco dias internado em estado grave.

"Foi o mesmo que colocá-los no paredão. Para pegar no volante tem que ter responsabilidade. Se o monstro voltar para a rua, pode acontecer com outras pessoas", lamentou Marli Lima, mãe de Luciene Silva, que também morreu no acidente.

O Dia

Busque outras notícias no Terra