
Atualizada às 16h58 Após deixar a 37ª Delegacia de Polícia, na Ilha do Governador, subúrbio do Rio de Janeiro, o motorista Carlos Alberto Rodrigues de Souza, responsável pela van que se envolveu em um acidente na Linha Vermelha, matou quatro crianças e feriu outras seis pessoas, pediu desculpas às famílias das vítimas nesta quinta-feira e afirmou lamentar muito o acidente.
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"Todos eram os meus anjinhos. Tem crianças ali que eu transportava há oito anos e eu os tinha como meus filhos. Vi estas crianças crescerem", disse o motorista.
Na tarde de quarta-feira, a van guiada por Souza colidiu com um reboque da Prefeitura causando um grave acidente na Linha Vermelha, sentido Baixada Fluminense, altura da Infraero, por volta das 12h50. Morreram Raiane da Silva Souza, 14 anos, Vinicius Lopes da Silva, 11 anos, Esther Reis Fernandes da Rocha, 8 anos, e André Lucas Couto Teles, 7 anos. Todas as crianças estudavam no Colégio Pedro II, em São Cristóvão e voltavam para casa.
Muito abalado, Souza disse que ainda não tem a noção exata do resultado do acidente. O motorista afirmou que a situação é inédita para ele, pois nunca havia entrado em uma delegacia e muito menos passado a noite atrás das grades. "Minha ficha ainda não caiu. Gostaria de voltar no tempo, mas não posso", completou.
O motorista alega que tentou tirar o carro para não bater no reboque, mas, ao tentar mudar para a faixa da esquerda, outro veículo veio em sua direção. Assim, foi forçado a voltar para a direita, mas nada mais poderia fazer para evitar o acidente.
Explicações para documentação atrasada
O motorista, que é pai de filhos gêmeos, de 25 anos, e uma menina de 21, tentou explicar, mesmo com dificuldades, as razões de não estar com com a documentação de seu veículo regularizada.
Ele tentou minimizar o problema afirmando que não pôde fazer as vistorias de 2008 e 2009 por falta de tempo e defeitos mecânicos e por seu carro ser registrado em Cabo Frio.
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