Trânsito

Quinta, 2 de julho de 2009, 09h45 Atualizada às 10h01

Morre 6ª pessoa atropelada em festa junina no Rio

Morreu na manhã desta quinta-feira, no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, Airton Ferreira de Macedo, 46 anos. O homem é uma das vítimas atropeladas na noite de sábado, na rua da Feira, em Bangu, quando ajudava na organização de uma festa junina. No total, seis pessoas morreram devido ao acidente.

» Corpo de bebê atropelado em festa junina no Rio é sepultado
» Morre 5ª vítima de atropelamento em festa junina no Rio
» Morre bebê atropelado em festa junina no Rio
» Carro invade festa junina no Rio e deixa 3 mortos e 4 feridos

O motorista André Leandro da Silva, 39 anos, nunca teria tirado a carteira de habilitação. Embora o condutor tenha dito informalmente à polícia que estava com o documento vencido, o Detran do Rio informou que ele não tem qualquer registro no órgão. Segundo a delegada titular da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), Márcia Julião, há indícios de que Silva estaria dirigindo acima do limite de velocidade da rua quando atropelou as vítimas, que participavam de uma festa junina.

Na segunda-feira, foram ouvidas 6 testemunhas. Duas afirmaram que André se comportava como se disputasse uma corrida com um Vectra que estava à sua frente. De acordo com os novos depoimentos, o condutor vinha atrás do Vectra, piscando o farol, no trecho em que a via passa de duas para três pistas. Nessa ocasião, Leandro foi com o carro para a esquerda, supostamente para tentar a ultrapassagem, e acabou subindo na calçada, onde estavam as vítimas.

No dia da tragédia Silva disse que a carteira estava vencida, mas não mostrou o documento. Seu advogado, Leonardo Martins, disse que também não viu a habilitação. A polícia aguarda o boletim de atendimento médico de Silva para saber se ele tinha sinal de embriaguez e a perícia no local. "Só assim vamos determinar a velocidade aproximada em que ele dirigia", disse Márcia Julião.

Desde terça-feira, condenados por crime de trânsito têm mais dificuldade de recuperar a carteira. O Conselho Nacional de Trânsito determinou que passem por exames de aptidão física e mental, avaliação psicológica e provas escrita, sobre legislação de trânsito, e uma prática de direção.

O Dia

Busque outras notícias no Terra