Ativistas pediram atenção às questões climáticas e ao povo
Foto: Carlos Eduardo Rodrigues/O Dia
Um protesto de ativistas do Greenpeace provoca congestionamento na manhã desta quarta-feira na ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro. Às 10h40, mesmo com o fim da manifestação, havia 5 km de lentidão na pista sentido Rio, que teve uma das faixas interditada. Treze integrantes do Greenpeace foram detidos.
» Greenpeace protesta na ponte Rio-Niterói 
Do total ativistas detidos, 11 estrangeiros foram encaminhados para a Polícia Federal (PF). Os outros dois manifestantes foram levados para o 66ª Delegacia de Polícia por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com o inspetor da PRF, André Luis Azevedo, eles responderão por desobediência e perturbação da ordem pública.
Os manifestantes chegaram ao vão central da ponte por volta das 7h. Com cordas, eles iniciaram a descida da ponte, por meio da técnica de rapel. Eles penduraram na ponte um painel com a seguinte frase, em inglês: "Líderes mundiais, o clima e o povo em primeiro lugar".
O protesto, segundo o Greenpeace, tem como objetivo chamar a atenção dos líderes mundiais que se reunirão amanhã na cúpula do G-20, em Londres, para a questão do aquecimento global.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi chamada pela concessionária que administra a ponte para tentar impedir o protesto. Ainda segundo o inspetor, os policiais não conseguiram evitar que os manifestantes descessem pelo vão central. Pelo menos dez pessoas ficaram penduradas por cordas na ponte.
Um carro do Greenpeace que estava sobre a ponte foi rebocado e um navio grupo foi impedido pela Capitania dos Portos de ir até o local.
O congestionamento se formou por conta do excesso de veículos e de motoristas curiosos que diminuíam a velocidade ao passar pelo local. A PRF fechou uma das pistas no sentido Rio e sinalizou o local para evitar acidentes.
- Redação Terra
