
Atualizada às 12h44 Marina Mello
Direto de Brasília
Durante o mês de julho, período de férias escolares, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou o menor número de mortes em rodovias dos últimos quatro anos. A quantidade de mortes caiu 14,5% em relação a julho do ano passado.
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Durante todo o mês de julho, foram registrados 10.500 acidentes com 530 mortes e 6.005 feridos. Em 2007, foram contabilizados 10.531 acidentes, com 620 mortos e 6.433 feridos.
A Polícia Rodoviária Federal atribui a queda no número de acidentes à chamada Lei Seca, que tornou mais rigorosas as punições contra o motorista que ingere bebidas alcoólicas."A PRF não tem dúvidas de que a nova lei teve forte influência nos resultados", avalia o inspetor Castilho, chefe de comunicação da polícia rodoviária.
O efetivo de agentes que trabalharam durante o mês de julho deste ano foi praticamente o mesmo que fiscalizou as estradas no ano passado, aproximadamente 9 mil e 600 policias.
Além disso, o esquema de fiscalização empregado não sofreu grandes alterações do ano passado pra cá. Mas o inspetor acredita que o fato de existir uma nova legislação que estabelece punições mais sérias para quem beber e dirigir deu maior "fôlego" ao policial que está na estrada trabalhando.
"Por causa da lei existe um maior rigor, com isso, o policial trabalha com mais ânimo", analisa.
Outro fator apontado pelo inspetor para a redução no número de acidentes é o fato de os policiais realizarem uma espécie de "fiscalização seletiva", que pára sempre qualquer veículo suspeito.
Muitos motoristas ainda desprezam lei seca, diz PRF
Apesar da grande repercussão da nova lei, a PRF ressalta que ainda é grande o número de motoristas que dirigem embriagados em estradas de todo o país.
A PRF informou que adotou "máximo rigor" para fiscalizar e punir quem dirigia embriagado, mas mesmo assim diversos flagrantes considerados "absurdos" ainda foram registrados.
O pior deles, segundo a polícia, foi um motorista de caminhão flagrado dirigindo alcoolizado e ao soprar o bafômetro se detectou que ele tinha ingerido 19 vezes a mais a quantidade de álcool permitida.
Ele estava na BR 262 em Minas Gerais quando foi parado pela polícia. Ao soprar o bafômetro se registrou 1.93 g de álcool por litro de ar expelido quando o permitido pela lei é apenas 0.1 g de álcool por litro de ar.
"Esse motorista não tinha a menor condição de dirigir, ninguém entende como ele decidiu pegar o veículo. Por este e diversos outros casos percebemos que muitos ainda desprezam a nova legislação", diz Castilho.
Mesmo assim, o inspetor ressalta que a PRF recebe apoio de toda a população brasileira por cartas, emails e telefone para que a fiscalização contra o álcool no volante continue sendo feita.
"Quem tem filhos, quem preza a família, dá total apoio ao nosso trabalho", comemora o inspetor.
Redação Terra
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