
Atualizada às 22h19 O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de São Paulo estima que o frete dos caminhões que transitam na região metropolitana de São Paulo deve subir mais de 20% com o início do rodízio de veículos pesados na cidade. A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística prevê uma elevação menor, de aproximadamente 15%.
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"Cada caminhão que fica parado no rodízio toma R$ 90 de prejuízo. Hoje, nós vamos ter doze mil caminhões parados com esse prejuízo, nas três horas de rodízio. Ele (o caminhoneiro) sabendo que vai passar por essa dificuldade, vai acrescer o seu frete, sim. E isso eu diria, ele vai ser muito mais de 15% ou 20%", explica o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros, Norival de Almeida Silva.
De acordo com ele, o transporte rodoviário de carga no Estado vai deixar de gerar, com o rodízio, cerca de R$ 1 milhão por dia. Ele ressalta que até o frete do transporte realizado por navios que se utilizam do porto de Santos deve aumentar, já que boa parte dos caminhões que vão a Santos são obrigados a passar por São Paulo.
"Estamos dando e tendo prejuízo tão extensivo que vai atingir até navio que está ancorado em Santos, se estiver com hora marcada para sair e nós estivermos com a carga neste percurso. Com certeza, o País vai deixar de exportar porque nós não vamos conseguir chegar lá", destaca.
Para a Secretaria de Transportes da cidade, a implantação do rodízio para caminhões na cidade de São Paulo trouxe resultados amplamente positivos. Segundo dados da prefeitura, o nível de congestionamento no primeiro dia do rodízio, na última segunda-feira, medido pela Central de Engenharia de Tráfego (CET), foi de 27 km em média, no período entre as 7h e 12h. Esse índice representa uma queda de 49%, quando comparado à média das segundas-feiras de julho do ano passado. Se comparado com a última segunda-feira de julho de 2007, o nível de congestionamento de hoje pela manhã teve uma diminuição de 34%.
No horário de pico, a maior redução foi registrada às 9h: 41 km de lentidão contra 80 km na média das segundas-feiras de julho do ano passado, ou seja, uma diferença de 39 km. A maior queda percentual se deu às 7h30, quando o nível de congestionamento registrado no dia 28 foi 52% menor do que o apontado na média do horário das segundas-feiras de julho de 2007.
Especificamente na avenida dos Bandeirantes, o efeito do rodízio de caminhões foi uma redução de 74% do congestionamento no horário de pico da manhã, em comparação com a última segunda-feira de julho de 2007. Nos corredores das Marginais Pinheiros e Tietê, a queda no nível de engarrafamento foi de 16% e 5% respectivamente, na mesma comparação anterior.
Agência Brasil
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