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Os deputados Ricardo Berzoini (PT-SP) e Jaques Wagner (PT-BA) assumiram os cargos de ministro da Previdência Social e de ministro do Trabalho, respectivamente. Os dois novos ministros ocupam os cargos deixados por José Cechin, da Previdência, e Paulo Jobim, do Trabalho.
Estiveram presentes à solenidade o presidente do Superior Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Melo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, governadores, parlamentares e outras autoridades.
O ministro da Trabalho e do Emprego, Jaques Wagner, assumiu a pasta garantindo a sindicalistas e empresários que o Ministério do Trabalho será a casa do diálogo. Na reunião ministerial de amanhã, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Wagner disse que pedirá que o governo retire do Senado o projeto de lei que flexibiliza a Consolidação das Leis do Trabalho.
Segundo ele, as mudanças na legislação trabalhista devem ser discutidas pelo Fórum Nacional do Trabalho e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. "Não tenham dúvida de que a decisão do presidente Lula de construir um novo Brasil será aceita no MInistério do Trabalho", disse Wagner.
Ele acrescentou que a única intolerância que a sua administração terá é com o mau uso do dinheiro público. Nesse sentido, ressaltou que aqueles que tomam emprestado do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) terão que prestar contas sobre a aplicação deste dinheiro. "O dinheiro público é sagrado", destacou.
O novo ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, anunciou que promoverá debates com a sociedade civil, os partidos políticos, governadores, prefeitos e entidades de classe, visando construir um projeto de Previdência Social que não é para o governo Lula, mas para o país. Ele disse ainda que é preciso verificar nesses debates qual é a reforma previdenciária que o Brasil precisa, de fato.
Segundo o ministro, primeiro tem que se definir o modelo de previdência, para depois então definir qual o teto que é possível sustentar, de maneira financeiramente equilibrada, e que tenha relação entre o teto do INSS e o futuro teto do setor público. O novo ministro acredita que já nesse ano será possível concluir, do ponto legislativo, a parte mais importante da reforma da Previdência.
Ele lembrou que antes de aprovar a reforma será necessário construir as condições políticas para que a matéria seja aprovada no Congresso Nacional.
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