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Transição
Quinta, 2 de janeiro de 2003, 14h10 
Ciro suspende pagamentos e novos contratos
 
Agência Brasil
O ministro Ciro Gomes, e sua mulher, a atriz Patrícia Pillar, chegam ao Ministério da Integração para a solenidade de transmissão de cargo.
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O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PPS), anunciou hoje ao assumir o posto que suspenderá todos os pagamentos e tramitação de documentos da área antes de adotar qualquer medida administrativa. "O primeiro ato vai ser suspender todos os pagamentos, toda a tramitação de documentos financeiros, porque deste momento em diante a responsabilidade passa a ser minha", detalhou Ciro.

O novo ministro disse que reunirá no seu grupo de trabalho pessoas que trabalharam na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) que avaliarão a criação de uma nova Superintendência de Desenvolvimento da Amazonas (Sudam), já extinta e Sudene.

Ciro disse que o modelo de desenvolvimento no governo de Fernando Henrique Cardoso era "vulnerável". Também considerou inviáveis as agências criadas no governo de FHC, a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (Ada) e Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi elogiado por Ciro, ex-adversário na campanha sucessória de 2002. "Sou parceiro incondicional do petista. O Lula deu um voto de confiança ao seu adversário de ontem e seu parceiro incondicional de hoje". A prioridade no ministério é combatar os transtornos provocados por chuvas cíclicas.

O ex-ministro Luciano Barbosa saiu agradecendo FHC e o Congresso pela aprovação e elaboração de uma política pública de desenvolvimento regional. Ciro foi incluído na lista de elogios, taxado de um dos "grandes gestores públicos" pela sua passagem no governo do Ceará.
 

Redação Terra