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Transição
Quarta, 1 de janeiro de 2003, 14h49 
Lula aponta a fome como maior inimiga em discurso
 
Reuters
Lula emocionou-se ao discursar no Congresso
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Em um tom emocionado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou em seus discurso de posse, no Congresso Nacional, que durou quarenta e cinco minutos, vários pontos já citados por ele em campanha e no dia da sua vitória. Entre eles, Lula repetiu que "a esperança venceu o medo" e lembrou também que criar empregos vai ser "uma das suas obsessões". O presidente falou, ainda, sobre o combate à corrupção, à impunidade e à inflação.

O combate à fome, no entanto, foi apontado como uma das prioridades do governo. Lula sustentou que fará uma cruzada em todo o Brasil, para que todos os brasileiros façam, pelo menos, três refeições por dia. Segundo Lula, "num país que conta com tantas terras férteis e com tanta gente que quer trabalhar, não há razão alguma para se falar em fome. No entanto, afirmou, milhões de brasileiros no campo e nas cidades estão, neste momento, sem ter o que comer, sobrevivendo milagrosamente abaixo da linha da pobreza, quando não morrem na miséria, mendigando um pedaço de pão".

O novo presidente destacou que não se pode colher os frutos, sem antes plantar as árvores. "Começaremos a mudar já, pois, como diz a sabedoria popular, uma longa caminhada começa pelos primeiros passos", disse ele.

O presidente apontou, ainda, o desemprego e a inflação como outros grandes inimigos do seu governo. Lula disse que "hoje é o dia do reencontro do Brasil consigo mesmo".

"Temos que colocar o nosso projeto nacional democraticamente em diálogo aberto com as demais nações do planeta. Nós somos o novo", afirmou Lula. Ele ressaltou que vai criar uma "parceria madura" com os Estados Unidos e falou também de alianças com países como a China, a Rússia e com países do continente africano.

Lula declarou que não permitirá que a corrupção, a sonegação e o desperdício continuem privando a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência. "Ser honesto é mais do que apenas não roubar e não deixar roubar. É também aplicar com eficiência e transparência, sem desperdício, recursos públicos focados em resultados sociais concretos", afirmou.

Lula encerrou o discurso saudando o povo brasileiro. Pouco antes de encerrar o discurso, o presidente afirmou que, de agora em diante, é o "servidor público número um do Brasil" e que "hoje é o dia do reencontro do Brasil consigo mesmo".

Depois de Lula, foi a vez de o presidente do Congresso Nacional, Ramez Tebet (PMDB-MS) falar. Ele afirmou que é um "brasileiro feliz" porque o presidente assinou o termo de posse com a sua caneta, o que faz dela uma "caneta histórica". Ainda durante o seu discurso, Tebet disse que o novo presidente "conhece o Brasil e sua vida severina". Declarou também o apoio do Congresso Nacional a todas as reformas necessárias.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente José Alencar foram empossados em sessão solene do Congresso Nacional. Eles assinaram o termo de posse lido pelo deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE). O presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS) introduziu os juramentos de Lula e Alencar, que prometeram respeitar e cumprir a Constituição Brasileira. Após o juramento, o Congresso cantou o Hino Nacional.

Para chegar ao Congresso, a comitiva de Lula enfrentou a emoção do público que aguardava com ansiedade a passagem do presidente eleito na Esplanada dos Ministérios. O deslocamento foi marcado pela tentativa do público e dos repórteres de se aproximar da comitiva. A equipe de segurança conteve com dificuldade a população, que chegou a invadir o espelho d'água do Congresso na tentativa de se aproximar do novo presidente.

Os Dragões da Independência precisaram abandonar a escolta da comitiva de Lula e a Polícia Militar assumiu a segurança.
 

Redação Terra