Der Spiegel

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Sexta, 15 de junho de 2007, 23h46

Banqueiro 'Robin Hood' alemão termina na cadeia

Roubar dos ricos para dar aos pobres pode ter sido uma empreitada digna de admiração na Inglaterra medieval, mas hoje em dia os dirigentes de bancos parecem reprovar a idéia - e um ex-executivo bancário alemão está pagando para aprender a lição.

A redistribuição de riqueza sempre foi uma idéia cara aos corações alemães. O país dispõe de um generoso sistema de previdência social, e as alíquotas de imposto de renda chegam a salgados 42% para as pessoas de salários mais elevados. Mas um Robin Hood moderno que decidiu agir com as próprias mãos para redistribuir a renda nacional terminou sentenciado a prisão ¿depois de se entregar à polícia.

Um funcionário de um banco alemão, identificado apenas como Dragan V., roubou dinheiro de clientes ricos para dá-lo aos pobres. Por isso, terminou sentenciado a 34 meses de prisão, anunciaram na quinta-feira funcionários do governo da cidade de Mosbach, no sul do país.

O condenado desviou 2,1 milhões de euros para clientes necessitados, quando ocupava um alto posto executivo em um banco de poupança na região de Tauberfranken. "Eu simpatizava com a situação dos desempregados e das pessoas em desvantagem socialmente, e queria ajudar", ele afirmou em sua confissão completa ao tribunal.

No banco, localizado na cidade de Lauda, ele conseguia obter empréstimos para clientes pobres por meio de transferências de fundos das contas de clientes ricos para as deles, o que os tornava aparentemente mais prósperos e levava à aprovação dos empréstimos. No começo, ele tentou ocultar os atrasos de pagamento nos empréstimos dos clientes mais pobres usando seu dinheiro; mais tarde, começou a usar o dinheiro de outros correntistas. Por fim - nos últimos meses de 2005 - ele admitiu para si mesmo que havia perdido o controle de suas transações ilícitas. Mas o condenado não se beneficiou financeiramente das manobras que promoveu.

No começo de 2006, ele confessou, primeiro ao banco e depois à polícia. Estava trabalhando como corretor independente de seguros e poupança, e vinha restituindo o dinheiro desviado de seu antigo empregador em pagamentos de 300 euros mensais.

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