Atualizada às 10h16
Ninguém sabe ao certo até que ponto o nível do mar vai subir como resultado do aquecimento global. Mas em lugar de esperar até ter certeza, as autoridades de Cingapura preferiram começar a se preparar mais cedo. De acordo com uma reportagem no "Straits Times", um jornal publicado em inglês, o pequeno país ilhéu localizado ao largo da costa sul da Malásia contactou especialistas holandeses, em busca de ajuda para a construção de diques de proteção.
A cidade-estado de 663 quilômetros quadrados começou a pesquisar esse tipo de tecnologia porque "quando as águas subirem, seria tarde demais para que começássemos a aprender", declarou o antigo primeiro-ministro Lee Kuan Yew, de acordo com o jornal. "Por isso, já entramos em contato com os holandeses, que sabem construir diques".
Lee, que é agora parte do gabinete comandado por seu filho, o primeiro-ministro Lee Hsien Loong, disse que o governo de Cingapura já havia entrado em contato com a Delft Hydraulics, uma empresa holandesa de pesquisa e consultoria, ainda que esta não tenha confirmado na terça-feira que o contato foi de fato realizado. A empresa já desfruta de um relacionamento estreito com Cingapura em outras áreas de atuação, entre as quais um centro de pesquisa que ela estabeleceu recentemente em parceria com a Universidade Nacional de Cingapura, disse uma porta-voz da Delft Hydraulics.
Estimativas quanto ao nível de alta das águas marinhas como resultado do derretimento das calotas polares e do aquecimento (e conseqüente expansão) da água oceânica variam consideravelmente ¿de alguns centímetros a seis metros ou até mais. Diversas áreas costeiras correm perigo, potencialmente, e os países ilhéus como Cingapura estão sob ameaça.
A Holanda, de fato, com sua longa tradução de usar diques como forma de ampliar seu território por meio do aproveitamento de terras localizadas abaixo do nível do mar, parece ocupar posição ideal para oferecer assistência técnica a países afetados pela alta no nível do mar.
No final do ano passado, uma delegação norte-americana que incluía Kathleen Blanco, governadora do Estado da Louisiana, e diversos senadores federais e líderes empresariais visitou a Holanda para aprender mais sobre os diques e sistemas de controle de inundações, depois do furacão Katrina, que inundou Nova Orleans com nível maciço de água em 2005.
Der Spiegel
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