Der Spiegel

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Terça, 10 de abril de 2007, 12h02

Ações da Puma saltam após oferta por controle

As ações da Puma, a terceira maior fabricante mundial de material esportivo, dispararam depois de uma oferta de tomada de controle acionário apresentada pelo grupo francês de produtos de luxo que controla a Gucci.

Os preços das ações da Puma subiram em 8%, para 344 euros (US$461,69), na terça-feira, depois que o grupo alemão de material esportivo confirmou que a PPR, a empresa francesa de produtos de luxo que controla marcas como Gucci e Yves Saint Laurent, havia apresentado uma oferta por seu controle acionário.

A Puma declarou que recebia favoravelmente a proposta, que avalia a empresa em cerca de 5,3 bilhões de euros. Segundo o grupo alemão, a proposta da PPR "atende aos melhores interesses de nossa companhia", e o preço anunciado, 330 euros por ação, pode ser considerado justo. Na semana passada, as ações da Puma já haviam registrado 15% de alta, devido a especulações de mercado quanto à possível tomada de controle.

Anteriormente, a PPR havia anunciado que faria uma oferta pública pelo restante das ações do grupo alemão de material esportivo, depois de fechar acordo para adquirir 27,1% das ações da Puma junto à Mayfair, a principal acionista do grupo. A Mayfair é uma holding que controla os ativos dos bilionários irmãos Günter e Daniela Herz, herdeiros da família Herz, fundadora da Tchibo, uma gigantesca cadeia alemã de lojas de roupas e cafés.

A PPR, que controla o grupo Gucci de marcas de luxo, disse que pagaria 1,4 bilhão de euros pela participação na Puma, a terceira maior produtora mundial de material esportivo, depois da norte-americana Nike e da rival alemã Adidas. A PPR também detém participações na cadeia de lojas de discos e livrarias FNAC e nas lojas de móveis Conforama. A empresa era conhecida como Pinault-Printemps-Redoute até alterar seu nome para PPR em 2005.

"Garantimos a continuidade da Puma como companhia autônoma no seio do grupo PPR", declarou François-Henri Pinault, presidente-executivo da PPR, em comunicado. "Não haverá mudanças quanto ao número de funcionários".

A PPR anunciou que divulgaria uma oferta pública por todas as ações em circulação do grupo, assim que receber autorização da BaFin, a agência regulatória das finanças alemãs, o que deve acontecer em maio. A expectativa do grupo francês é concluir o negócio no começo de julho.

A Puma vinha trabalhando recentemente para expandir sua reputação como fabricante de marcas de estilo de vida, em segmentos como roupas, sapatos e acessórios tais como óculos de sol, e se expandir para mais categorias e regiões.

Em 2006, a Puma registrou lucro líquido de 263,2 milhões de euros sobre faturamento de 5,37 bilhões de euros. O lucro ficou 7,9% abaixo do total de 2005, devido ao pesado investimento na marca e aos custos relacionados à Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

A Puma e sua grande rival Adidas têm raízes comuns. Os irmãos Adi e Rudolf Dassler abriram uma fábrica de sapatos juntos em 1924, mas a sociedade mais tarde se rompeu, com Adi estabelecendo a Adidas e Rudolf a Puma. No começo dos anos 90, a Puma passou por um período de declínio, mas o atual presidente-executivo, Jochen Zeitz, conseguiu reverter a crise depois de assumir o comando do grupo em 1993.

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