Reprodução
Para achar "a garota dos seus sonhos", que viu no metrô, jovem criou urm site com desenho dos dois
Um jovem enxergou a mulher dos seus sonhos no metrô em Nova York. Antes que pudesse falar com ela, a garota desceu do trem. Decidido a encontrá-la, ele criou um site no qual desenhou o encontro dos dois, descrevendo as roupas que usavam, o horário do trem, tudo, pedindo ajuda para encontrar a garota do metrô - estava apaixonado. Graças ao site, em poucos dias Patrick Moberg, 21 anos, descobriu que ela era Camille Hayton, 22. Eles se encontraram, descobriram uma série de afinidades e, em entrevistas à imprensa, disseram que iam se conhecer melhor. Esta história, em novembro, chamou a atenção na web, entre outras que vamos lembrar.
» O melhor da web em 2007 
» Apaixonado e garota do metrô sen encontram
» Foto com fantasia causa demissão de bancário
» Fã quer trocar seu nome para Microsoft Zune
» Casal descobre ser amante um do outro na web
Na Bósnia, em setembro, um homem e uma mulher decidiram se divorciar. Insatisfeitos com o casamento, ambos haviam encontrado novos amores na Internet. Conversavam sempre e se davam cada vez melhor. A felicidade terminou no dia em que combinaram se encontrar, ao vivo, e descobriram que, sob os psudônimos, estavam namorando um ao outro. "É difícil pensar que Sweetie, que escreveu coisas tão maravilhosas para mim, é na verdade a mesma mulher com quem me casei e que, por anos, não foi capaz de me dizer uma única palavra agradável", disse o homem, desiludido.
Em outubro, o maior clube de computação da Universidade do Estado de Washington, o Grupo de Usuários de Linux, criou um "leilão de nerds" para tentar recrutar mais mulheres para os programas de ciência da computação. Uma tuma de relações públicos, para ajudar, sugeriu aos 213 integrantes do clube que dessem uma melhorada no visual, para se tornarem mais interessantes. Daí o leilão: a idéia era trocar as habilidades computacionais dos rapazes por uma ajuda de moças das fraternidades, que sabem tudo de moda, para repaginar o visual.
Big Brother
Na era da Internet, sempre é bom lembrar de tomar cuidado com a privacidade, cada vez mais frágil, e com a rede. Como descobriu Kevin Colvin, caixa de uma das filiais americanas do banco irlandês Anglo Irish Bank. Ele mentiu para conseguir dispensa do trabalho, alegando problemas de família. Mas foi a uma festa de Halloween em Nova York. Os colegas - e o chefe - viram a foto de Colvin, fantasiado de fada, na página do rapaz na Internet - e ele perdeu o emprego.
Também nos Estados Unidos, em maio, a aspirante a professora Stacy Snyder, 27 anos, teve o diploma cassado dias antes da formatura. O motivo foi a descoberta de uma foto num site de relacionamento em que ela aparecia bebendo cerveja. A universidade alegou que a imagem não era "profissional" e recusou-se a graduá-la. Impedida de lecionar, Stacy resolveu processar a universidade.
Pais, filhos e nomes
Em agosto, um casal chinês virou notícia por tentar dar o nome de @ ao seu bebê. Eles disseram que o sinal usado em endereços de email representa o amor que os pais têm pela criança. "O mundo inteiro usa o termo para endereçar um email, mas quando traduzido para o chinês ele significa 'amo ele'", explicou o pai da criança. Não se sabe se eles tiveram sucesso.
Já nos Estados Unidos, um fã incondicial do tocador de mídia da empresa de Bill Gates anunciou que desejava trocar seu nome. Steven Smith resolveu mudar seu nome para "Microsoft Zune". E ele é fã mesmo: já havia ficado conhecido por ter dois logos do aparelho tatuados, um em cada braço.
Navegando no sofá
E no ano em que tanto se falou das redes de relacionamento, vale lembrar uma iniciativa original, construída nos moldes destes sites sociais. O Couch Surfing Project (http://couchsurfing.com) reúne os "navegadores de sofá", gente que se conhece na Internet e viaja pelo mundo hospedando-se no sofá de outros integrantes da comunidade. Segundo estatísticas do projeto, os participantes já somam 300 mil pessoas, localizadas em 31 mil cidades de todos os tamanhos nos mais variados países. O objetivo não é proporcionar encontros românticos nem beneficiar "aproveitadores", eles dizem, mas sim "participar da construção de um mundo melhor, um sofá por vez".