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Seqüência de cortes no juro é interrompida em outubro
O ano de 2007 marcou o fim da série de reduções da taxa básica de juros (Selic), iniciada em 2005. Até outubro, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu interromper as reduções, foram 18 cortes desde setembro de 2005, que diminuíram a taxa de 19,75%, na ocasião, para os atuais 11,25%. A estimativa do mercado é de que a Selic continue em 11,25% ao ano até o fim de 2007 e caia para 10,25% no próximo ano.
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Este ano começou com uma diminuição no ritmo dos cortes. Em 24 de janeiro, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para 13% ao ano. A redução de 0,25 ponto interrompeu uma seqüência de cinco cortes seguidos de 0,50 ponto percentual.
Em junho de 2007, a Selic voltou a sofrer redução de 0,50 ponto percentual e ficou em 12% ao ano. O maior afrouxamento monetário foi favorecido pelos dados favoráveis da inflação, do risco-país e do câmbio. Em julho, outro corte de 0,50 ponto percentual reduziu a taxa básica de juros para 11,5% ao ano.
Já em setembro, o Copom confirmou as expectativas do mercado e, por unanimidade, cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 11,25% ao ano. Os economistas já esperavam um corte menor da taxa básica de juros, diante do repique da inflação e das turbulências nos mercados globais pela crise no setor de crédito dos Estados Unidos.
Os 11,25% ao ano foram mantidos em 17 de outubro, interrompendo uma seqüência de 18 cortes. Segundo dados de uma pesquisa feita pela consultoria Up Trend, com base em informações relativas a 40 países, o Brasil continuou com o segundo maior juro real do mundo, 7,1%, atrás somente da Turquia, que tinha em outubro taxa real de 9,1%.
Segundo Alexandre Mathias, diretor de operações do Unibanco Asset Management, a parada (do corte de juros) deve se estender por alguns trimestres, mas prepara terreno para um novo ciclo de cortes entre o final de 2008 e o início de 2009. Já Octavio de Barros, diretor de operações do Bradesco, elogiou a decisão. "Ótima posição do Banco Central, muito coesa. A nossa visão é que daqui para frente estaremos entrando em nova fase, semelhante à do Banco Central Europeu (BCE). Isto é, com movimentos tomados mais espaçados. No entanto, dependendo das notícias de inflação corrente, acreditamos que os cortes podem ser retomados em janeiro ou fevereiro."
Em 5 de dezembro, na última reunião do Copom em 2007, o comitê manteve a Selic em 11,25% ao ano. A próxima reunião irá ocorrer em janeiro.