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EUA e Rússia perdem a hegemonia espacial em 2007

Reuters Simulação mostra como seria o hotel espacial, que está previsto para ser inaugurado em 2012. O Galactic Suite vai permitir que os hóspedes dêem a volta ao mundo em 80 minutos Simulação mostra como seria o hotel espacial, que está previsto para ser inaugurado em 2012. O Galactic Suite vai permitir que os hóspedes dêem a volta ao mundo em 80 minutos

Em novembro, as sondas lunares Selene, do Japão, e Chang'E I, da China, começaram a enviar os primeiros dados sobre o satélite da Terra. O fato consolida os programas espaciais desses países e marca 2007 como o ano que o espaço começou a ser disputado por várias nações. Ao mesmo tempo, o esforço internacional para a construção da Estação Espacial Internacional (ISS) entra em sua fase final, e a Nasa, a agência espacial americana anuncia a aposentadoria dos ônibus espaciais para 2010.

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Essa é a data prevista para que a ISS esteja completa. A partir daí, ela deve se tornar definitivamente um local de pesquisas e, principalmente, um posto avançado para futuras expedições humanas pelo espaço. As últimas missões entregaram ao complexo orbital os laboratórios Harmony e Columbus, este último desenvolvido pela agência espacial européia. O próximo a ser instalado será o módulo japonês Kibo, que deve chegar à ISS em 2008.

No total, foram quatro missões de ônibus espaciais em 2007. Em junho, depois de um atraso de três meses, a Atlantis viajou para instalar novos painéis solares e uma nova viga na ISS. Em agosto foi a vez da Endeavour. Essa viagem marcou a ida ao espaço da professora Barbara Morgan, que era suplente da missão da Challenger, em 1986, em um vôo que terminou em tragédia. O mesmo aconteceu com a Columbia, em 2003, que explodiu durante a reentrada por causa de um problema na proteção térmica.

O acidente atrasou a construção da ISS e fez a Nasa redobrar os cuidados na manutenção das naves restantes - um dos motivos da aposentaria dos ônibus espaciais é a segurança. No entanto, a mesma Endeavour que levou a 'sobrevivente' de 20 anos atrás passou por uma situação delicada quando os engenheiros da agência espacial americana confirmaram que a fuselagem do ônibus espacial havia ficado avariada após o lançamento. Depois de uma minuciosa avaliação, a nave voltou com segurança à Terra.

Corrida espacial asiática
O Japão, além de colaborar com o desenvolvimento da ISS, corre atrás da China em uma "corrida espacial asiática". O país comunista foi o primeiro da região a colocar um astronauta ao espaço, em 2003, e pretende enviar uma missão tripulada à Lua até 2024. Apesar de ainda não ter estipulado uma data, o Japão também quer chegar lá. Um dos objetivos do satélite Selene é, inclusive, estudar a possibilidade de uma base lunar permanente.

Correndo por fora está a Índia, que pretende enviar uma missão à Lua em abril de 2008. Segundo a Organização de Pesquisa Espacial da Índia (ISRO), o satélite Chandrayaan I vai orbitar a 100 km de altura do astro, filmando a superfície e elaborando mapas. Obviamente os planos não param por aí. Depois do Chandrayaan II, que substituirá o colega pioneiro em 2010, as autoridades indianas querem enviar uma missão tripulada ao satélite da Terra.

Turismo espacial
À medida que a tecnologia espacial vai se desenvolvendo, vão surgindo cada vez mais pessoas interessadas em lucrar com isso. O turismo espacial começou em 2001, quando o milionário americano Dennis Tito viajou até a Estação Espacial Internacional. Mas foi neste ano que se multiplicaram as empresas privadas interessadas a levar pessoas comuns - e dispostas a gastar uma boa grana - ao espaço.

A americana Adventures foi a mais audaciosa. Ela quer criar um pacote turístico de viagens à Lua. O preço? US$ 100 milhões por pessoa. Outros empresários são mais contidos. Robert Bigelow, fundador da Bigelow Aerospace, desenhou um módulo inflável que serviria como um hotel espacial. Segundo ele, a estrutura flexível da nave ocupa menos espaço e é mais barata que as estruturas sólidas.

Se o plano for pra frente, eles devem concorrer com os espanhóis da Galactic Suite, que querem inaugurar um complexo turístico no espaço em 2012. Os interessados em uma viagem de três dias vão desembolsar meros US$ 4 milhões. Quem deve estar achando graça de todas essas iniciativas é o americano Charles Simonyi. Em abril deste ano, o desenvolvedor de softwares passou uma temporada de 12 dias a bordo da ISS. O quinto turista espacial pagou a bagatela de US$ 25 milhões pela aventura.



Redação Terra