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Garotas de classe média se envolvem em crimes

Reprodução A estudante de Direito Ana Paula Jorge Souza, 21 anos é suspeita de liderar quadrilha de assaltantes A estudante de Direito Ana Paula Jorge Souza, 21 anos é suspeita de liderar quadrilha de assaltantes

Elas são jovens, belas, de classe média e suspeitas de crimes. Em 2007, cinco mulheres com esse perfil ganharam destaque no noticiário por envolvimento em atividades criminosas. Foram presas sob acusação de crimes como assalto, roubo, estelionato e tráfico de drogas.

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Acusada de praticar crimes contra empresários após conhecê-los em boates de regiões nobres de São Paulo, a jovem Kelly Samara Carvalho dos Santos, 19 anos, foi presa em 22 de agosto. Entre as vítimas dela estaria um empresário dono de uma galeria de arte. Kelly Samara teria furtado da galeria uma gravura original do pintor espanhol Juan Miró, avaliada em US$ 18 mil, e revendido a peça por R$ 2 mil.

A jovem já havia sido detida em outras ocasiões, como em 8 de março deste ano. Ela é suspeita de roubar R$ 50 mil em jóias de um apartamento de alto luxo na cidade de Ponta Porã (MS). Segundo a polícia, Kelly também teria aplicado golpes em um engenheiro de 41 anos, roubando R$ 5,5 mil em dinheiro, cartões de crédito e talão de cheque, enquanto ele dormia.

No início de novembro, a Polinter prendeu no Rio de Janeiro a ex-funcionária da administração da Ceasa Fabiana Buriche dos Santos, 25 anos, condenada a três anos de prisão por assalto e foragida desde 2002. Bia, como era conhecida, costumava se exibir no site de relacionamentos Orkut, apesar de ser fugitiva da polícia. Na página da presa no site de relacionamentos, há fotos dela em raves e festas. As investigações apontam para possível relação de Fabiana com traficantes de favelas dominadas pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A polícia investiga se ela repassava informações sobre mercadorias que chegavam à Ceasa para quadrilhas que praticavam assaltos.

Também no Rio, a polícia prendeu uma jovem de 18 anos suspeita de tráfico de ecstasy na zona sul na capital fluminense. Moradora do bairro Botafogo, Jéssica Corrêa, 18 anos, teria entrado para o mundo do crime por meio do namorado Bruno D'Urso, apontado como chefe da quadrilha. Conforme amigas de Jéssica, estudantes do colégio católico Nossa Senhora de Lourdes, a menina só tirava notas boas no colégio e sonhava em estudar psicologia.

No início do ano, a polícia de Campinas (95 km de SP) prendeu a estudante de Direito Ana Paula Jorge Souza, 21 anos. Ela foi acusada de integrar uma quadrilha de roubo a casas de alto padrão e lotéricas. Integrante de uma família de classe alta de Campinas, ela também teria se envolvido no mundo do crime por amor. "Eu me apaixonei por uma pessoa e acabei seguindo alguns passos dela, por que não queria perdê-lo de vista", disse, em uma entrevista depois de presa.

No mesmo dia da prisão de Ana Paula, em março, Orlando Caprino e Leandro Pereira Lima, ambos de 25 anos, também foram presos por suspeita de envolvimento nos crimes. O namorado de Ana Paula, Raoni Miranda, 18 anos, suspeito de liderar o grupo, foi preso em agosto. Os quatro apareciam em vídeos e fotografias portando armas, consumindo drogas e brincando com o dinheiro dos assaltos. Apesar de inocentada pelos suspeitos, a Promotoria do Estado de São Paulo em Campinas ofereceu denúncia contra a universitária por roubo e formação de quadrilha. Também foram denunciados Raoni, Leandro Lima e Orlando Carpino.

No mês seguinte, a estudante Rosinara Schutz da Silva, 22 anos, foi alvo de investigação da Delegacia de Roubos e Extorsões do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ela foi presa em um flat na alameda Santos, na região dos Jardins, em São Paulo. Ela havia pago, a vista, 30 diárias no valor de R$ 230. Na operação, também foi apreendido um veículo Nissan Infiniti.

Segundo a polícia, ela integrava uma quadrilha por golpes que teriam rendido R$ 3 milhões. Outros três suspeitos foram presos na praia de Jurerê, em Santa Catarina. Os integrantes do bando se passariam por agentes da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep). Eles são acusados de aplicar golpes em seis empresas do Rio Grande do Sul, incluindo um hospital e uma universidade. Rosinara foi levada à Penitenciária Madre Pelletier, em Porto Alegre (RS).

Também no Rio Grande do Sul, a polícia desbaratou uma quadrilha de roubo de cargas que teria o envolvimento de uma jovem de 17 anos. Filha de um empresário proprietário de uma exportadora do setor calçadista, ela comandaria assaltos armados no Vale dos Sinos. A adolescente teria relatado à polícia que se inspirava em bandidos famosos, como Lili Carabina. A jovem, que portaria duas pistolas 380, teria comandado pelo menos três grandes assaltos. Como é menor de 18 anos, a adolescente foi liberada.



Redação Terra