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Planejamento e defesa levam São Paulo ao penta

VIPCOMM/Divulgação Capitão do São Paulo, goleiro Rogério Ceni caminha com taça do Brasileiro e celebra seu segundo título nacional Capitão do São Paulo, goleiro Rogério Ceni caminha com taça do Brasileiro e celebra seu segundo título nacional

Em um clube campeão, todos os que participam - direta e indiretamente - do dia-a-dia dele têm o direito de comemorar conquistas. No São Paulo, que assegurou em 2007 o pentacampeonato brasileiro, dois setores tiveram um motivo a mais para celebrar: a diretoria da agremiação paulista e a zaga do time tricolor.

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Depois das eliminações no Paulista e na Libertadores - com derrotas para o São Caetano, na semifinal, e frente ao Grêmio, nas oitavas-de-final, respectivamente -, o técnico Muricy Ramalho foi pressionado por parte da torcida do time e até por conselheiros do clube, mesmo tendo conquistado o Brasileiro do ano anterior com a equipe.

O ápice da pressão sobre Muricy Ramalho veio após a derrota para o Fluminense, na 12ª rodada. O técnico são-paulino chegou a entregar o cargo, mas o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, bancou sua permanência e o time venceu o Cruzeiro por 2 a 1, na jornada seguinte, dando início a uma seqüência de 16 partidas sem derrota.

"No momento ruim eu soube controlar o négocio. O presidente Juvenal também foi importante e me segurou no clube. Ele conhecia bem o elenco e sabia que daria para eu reverter a situação", disse Muricy Ramalho, após assegurar matematicamente o título do Brasileiro deste ano, com a vitória por 3 a 0 diante do América-RN, na 34ª rodada.

Além de assegurar a permanência de Muricy, o São Paulo também se reforçou para a disputa do Brasileiro, com as contratações de Jorge Wagner, Dagoberto, Fernando e Zé Luís. Apesar disso, o clube perdeu nomes importantes para o exterior, como Ilsinho, Edcarlos, Josué e Lenílson, além das transferências de Marcel e Maurinho para times brasileiros.

Com o elenco enxuto, coube ao São Paulo recorrer à base para a disputa do Brasileiro. E a aposta deu certo: do time considerado titular, dois jovens se destacaram: o volante Hernanes, que chegou a ser emprestado pelo clube no ano passado e, nesta temporada, ocupou a vaga de Josué, e o zagueiro Breno, tido como uma das revelações deste Brasileiro.

Breno, aliás, compôs o setor de mais destaque do São Paulo neste Brasileiro: a defesa. Até a conquista matemática do título, o time havia levado apenas 13 gols em 34 partidas, com média de 0,38 gol sofrido por partida. Além disso, o São Paulo não levou mais de um gol em todas as partidas que disputou até assegurar o troféu da competição.

Composta por Rogério Ceni, Alex Silva, Breno e Miranda, a defesa do São Paulo arrancou elogios até dos adversário. Quando eles não puderam entrar em campo, os reservas - André Dias, Edcarlos, Danilo Silva e Fabiano - manteram a média. Este último, com a missão de substituir Ceni diante do Fluminense, na 21ª rodada, ainda defendeu um pênalti.



Redação Terra