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Apple lança o iPhone e muda a imagem dos celulares

Divulgação Sucesso:o iPhone tornou-se objeto de desejo dos usuários e referência para os celulares Sucesso:o iPhone tornou-se objeto de desejo dos usuários e referência para os celulares

Em 2007 o celular da Apple, o iPhone, finalmente virou realidade. Precedido por uma campanha publicitária bilionária e por um frisson nunca visto - analistas calculavam que dois terços dos americanos sabiam e aguardavam a chegada do dispositivo ao mercado - o iPhone foi lançado para o público nos Estados Unidos às 19h (horário de Brasília) do dia 29 de junho, em modelos com capacidade de 8 GB e 4 GB. O aparelho desafiou as convenções do setor de telefonia móvel e mudou a imagem dos celulares combinando telefone, navegador de Internet e player de mídia num gadget compacto, cheio de estilo e com uma tela sensível ao toque - e três dias depois do lançamento já tinham sido vendidas mais de 500 mil unidades.

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O iPhone fortaleceu a transformação da Apple. Fabricante de PCs com funcionalidade e estilo mas presos a um nicho de mercado, a empresa ganhou mais força no setor de bens de consumo eletrônica, na esteira do sucesso do tocador multimídia iPod. E o lançamento do iPhone se deu num clima de expectativa jamais visto. Em Nova York, Pasadena, Denver, Santa Mônica, Walnut Creek, Seattle, San Francisco e diversas outras cidades, milhares de pessoas faziam filas em frente às lojas dias antes da chegada do celular, mesmo sob chuva em alguns lugares.

O sucesso foi estrondoso: até os críticos que apontavam defeitos - como a ausência de porta de memória ou a falta de um comando de discagem por voz, além da exclusividade conferida à AT&T, por exemplo - reconheciam no iPhone o eletrônico mais inovador no mercado nos últimos anos. Como era de se esperar, dispositivos semelhantes, produtos falsificados e clones surgiram em diversos lugares. O fato de ele só funcionar na rede da AT&T, com um contrato de exclusividade por cinco anos nos EUA, foi um dos pontos mais criticados.

Poucos dias depois do lançamento, já havia notícias sobre o desbloqueio do aparelho em diversos países. A Apple reagiu: em setembro, anunciou que os programas utilizados para fazer o iPhone funcionar com outras operadoras poderiam danificar o aparelho de modo irreversível e que, em breve, uma atualização do sistema provavelmente tornaria inoperantes os aparelhos modificados - o que logo foi respondido pelos hackers, que garantiram a atualização dos aparelhos alterados. Mas o desbloqueio foi apenas um dos problemas enfrentados pela empresa. Já na ativação do aparelho alguns dos primeiros usuários tiveram dificuldades.

Em lugar de ativar os celulares na loja, os compradores precisaram fazê-lo por meio de um PC conectado à Internet e, muitas pessoas reportaram problemas em listas de discussão da Internet. Depois, começaram as reclamações com as contas: detalhadas e enormes - algumas chegavam a ter 300 páginas - irritaram os clientes. No dia 5 de setembro, a Apple lançou um novo modelo de iPod com a tela sensível ao toque do iPhone. E anunciou também uma redução de US$ 200 no preço do iPhone de 8 GB (que passou a custar US$ 399) e a extinção do modelo de 4 GB. Muitas pessoas que haviam comprado o celular multimídia da empresa se sentiram lesados, e pelo menos um usuário processou a empresa. Devido às reclamações, a Apple ofereceu um desconto ou um crédito de US$ 100 doláres aos primeiros compradores do iPhone na aquisição de qualquer outro produto da empresa.

A "invenção do ano" em outros mercados
O iPhone chegou à Europa em novembro, inicialmente no Reino Unido e na Alemanha, mais tarde na França. Austrália e Ásia devem recebê-lo em 2008. O celular da Apple lançou a moda do touch screen e, de acordo com a ABI Research, mais de 500 milhões de aparelhos com tela sensível ao toque estarão no mercado até 2012.

No início de setembro a Apple anunciou ter vendido o iPhone de número 1 milhão. No dia 19, citando fontes próximas à companhia, um site anunciou que a empresa pretendia dobrar a produção de iPhones no último quadrimestre do ano.

E o iPhone chegou ao fim de 2007 como a "invenção do ano", eleito pela revista Time, à frente de outras importantes criações em áreas que vão da ciência molecular à proteção do meio ambiente. A revista citou os cinco elementos que a levaram a tomar a decisão: o iPhone é bonito; oferece a sensação única de tocar no aparelho; por causa dele, futuros telefones serão melhores; não é apenas um telefone, mas uma plataforma; é o primeiro de uma série de iPhones ainda melhores.



Redação Terra