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 Suzane von Richthofen: 39 anos e seis meses de prisão |
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As páginas policiais tiveram trabalho em 2006. O Brasil registrou uma série de crimes e julgamentos de assassinatos violentos que mobilizou a opinião pública. Entre os mais notórios, destaca-se certamente o julgamento de Suzane von Richthofen, condenada por ordenar o assassinato dos pais Manfred, 49 anos, e Marísia von Richthofen, 50, em outubro de 2002.
» Veja fotos dos julgamentos
O julgamento de Suzane e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos teve finalmente seu desfecho. Os três foram condenados a quase 40 anos de prisão cada.
Caso Friedenbach
Quase na mesma semana em que se desenrolava o julgamento de Suzane, a Justiça avaliava também outro crime: a morte do casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé. Os dois desapareceram em dia 31 de outubro de 2003. Eles foram seqüestrados e mantidos reclusos em um sítio. Felipe foi morto três dias depois. Liana ficou presa por mais cinco dias. Foi estuprada diversas vezes até ser morta a facadas.
O julgamento de três acusados foi encerrado no dia 20 de julho, na Câmara Municipal de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, com a condenação de todos os réus pelo júri por sete votos a zero.
Antônio Caitano da Silva pegou 124 anos de reclusão em regime fechado, condenado por seqüestro, cárcere privado e pelo estupro de Liana - a pena foi maior porque, segundo a acusação, ele a violentou oito vezes. Acusado de estupro e cárcere privado, Agnaldo Pires teve pena de 47 anos e três meses de prisão, enquanto coube a Antônio Mathias de Barros sete anos e nove dias de cadeia em regime fechado por cárcere e colaboração no seqüestro de Liana e Felipe. Segundo a promotoria, Barros forneceu e escondeu a espingarda usada para matar Felipe Caffé.
Apesar disso, o principal acusado do caso, Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, 19 anos, não foi julgado. Menor na ocasião do crime, ele pode jamais seja julgado pelo caso. Detido na Fundação Para o Bem Estar do Menor (Febem), Champinha seria solto este ano, mas uma decisão judicial encaminhou-o a a um Hospital de Tratamento e Custódia, que faz o papel de manicômio judiciário.
Caso Pimenta Neves
Depois de quase seis anos do assassinato de Sandra Gomide, o também jornalista Antonio Pimenta Neves, 69 anos, foi condenado a 19 anos, dois meses e dois dias de reclusão por homicídio duplamente qualificado. A sentança foi proferida em 5 de maio.
No entanto, o juiz Diego Ferreira Mendes não decretou a prisão do jornalista, pois, de acordo com entendimento anterior do Supremo Tribunal Federal, ele tem o direito de recorrer da sentença em liberdade. Em dezembro a Justiça voltou atrás e decretou que ele deve aguardar recurso preso.
O homicídio foi classificado pelo júri como duplamente qualificado por Pimenta ter atirado nas costas da vítima quando esta estava no solo, impedindo a sua defesa. O crime também foi considerado como motivo torpe (banal), já que teria sido provocado pelo fato de a vítima não querer reatar o namoro com o jornalista.
Pimenta Neves matou a namorada Sandra Gomide, à época com 32 anos, em 20 de agosto de 2000. Foram dois tiros em um haras na cidade de Ibiúna.
Caso dos meninos emasculados
O mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, 41 anos, acusado de matar 42 meninos nos ultimos 13 anos, foi condenado em 25 de outubro a 20 anos e 8 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem condições de defesa) pela morte de J.V.S., 15 anos.
Os crimes cometidos por Chagas, segundo o Ministério Público, eram bárbaros. Além de matar os 42 meninos, a maioria trabalhador de atividades informais e morador da periferia, Chagas mutilava os órgãos genitais das vítimas. O mecânico é considerado pela Justiça do Maranhão o maior assassino em série do Estado e um dos maiores do País.
Caso Ubiratan
Fora dos tribunais, outros crimes tiveram notoriedade. Um dos mais chocantes foi o assassinato do coronel Ubiratan Guimarães. Ele foi encontrado nas primeiras horas do dia 10 de setembro em seu apartamento no bairro dos Jardins, zona sul de São Paulo.
Incialmente, a polícia chegou a cogitar que o polêmico passado do coronel, acusado de comandar a morte de 111 presos durante a invasão do presídio do Carandiru, em 1992, poderia ser o motivo do crime. Mas depoimentos e vídeos de câmeras levaram a investigação para outro lado: crime passional. A investigação apontou a namorada de Guimarães, Carla Cepollina, como autora do disparo.
A polícia indiciou a namorada do coronel no dia 27 de setembro, e a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra a advogada. Carla, no entanto, negou ter cometido o assassinato e disse que não há provas suficientes para acusá-la.
Ana Cristina Johannpeter
A violência no Rio de Janeiro fez mais uma vítima no dia 22 de novembro. A socialite Ana Cristina Giannini Johannpeter, 58 anos, foi morta quando aguardava o sinal em uma rua do Leblon, zona sul da cidade. Ana Cristina era ex-mulher do empresário Germano Gerdau, vice-presidente da Gerdau, uma das maiores siderurgicas do mundo.
O crime, cometido por um menor, segundo a polícia, foi banal. Cristina dirigia sua caminhonete Mercedes-Benz, modelo ML 500, quando foi abordada por dois bandidos em uma bicicleta. Ela estava parada no sinal de trânsito, com o vidro aberto para fumar, quando um dos ladrões, armado com um revólver calibre 38, anunciou o roubo.
A socialite entregou a bolsa, o celular e, quando foi tirar o relógio do pulso, acabou sendo atingida por um disparo. Ela chegou a dirigir o carro por alguns metros e foi levada ao Hospital Miguel Couto, ainda viva.
Rodrigo Netto (Detonautas)
O guitarrista da banda Detonautas, Rodrigo Netto, 29 anos, foi assassinado no início da noite do domingo 4 de junho, na avenida Marechal Rondon, no Rocha. No Astra preto de Rodrigo também estavam o irmão do músico, Rafael da Silva Netto, 32, que levou dois tiros, e a avó deles, Maria da Silva Netto, 87, que não foi atingida.
Rodrigo dirigia o Astra quando foi abordado, às 18h30, por assaltantes armados com pistolas, que estavam em carro do mesmo tipo e cor. Testemunhas contaram que os bandidos emparelharam o carro com o veículo do músico gritando "pára, pára, perdeu, perdeu".
O irmão de Netto, diz que nem ele nem Rodrigo perceberam a abordagem e seguiram pela avenida. Os bandidos perseguiram Rodrigo por 100 metros, até que tornaram a emparelhar com o carro dele e fizeram mais disparos, acertando três tiros no veículo. Uma bala entrou na axila esquerda do guitarrista, matando-o na hora, e outras duas atingiram o irmão no braço direito e nas costas.
Levado para o Hospital do Andaraí, Rafael foi operado e teve alto dias depois. Os irmãos voltavam do aniversário de 90 anos de uma tia-avó, em Cascadura.
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