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Hamas chega ao poder na Palestina; Líbano volta à guerra
 
EFE
Em ano bastante conturbado no Oriente Médio, o Hamas chegou ao Parlamento palestino
Em ano bastante conturbado no Oriente Médio, o Hamas chegou ao Parlamento palestino
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O 2006 no Oriente Médio começou tenso, com o grupo Hamas conseguindo maioria no Parlamento palestino. O chamado "Partido Terrorista" subiu ao palanque sem largar as armas e complicou ainda mais as relações diplomáticas com os vizinhos israelenses. Com a conquista de 76 das 132 cadeiras do Parlamento, o grupo, conhecido internacionalmente por negar acordos de paz com o governo israelense, participou do pleito pela primeira vez este ano, o que assustou ainda mais a comunidade internacional sobre a dimensão do apoio que os palestinos dão às ações do Hamas.

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As últimas eleições da Autoridade Nacional Palestina (ANP) haviam acontecido há 10 anos, em 1996, com vitória do Fatah, grupo da situação e do presidente da ANP, Mahmoud Abbas. O Fatah é favorável a uma negociação com Israel.

Um mês depois do Hamas vencer o pleito, o governo israelense anunciou a aprovação de sanções contra os palestinos, como cortes na ajuda financeira. Enquanto Fatah e Hamas negociavam as condições internas para sentar à mesa de diálogo com Israel, o foco do Oriente Médio mudou para o Líbano.

Em julho, o grupo radical libanês Hezbolá, movimento xiita apoiado por Irã e Síria, anunciou a captura de dois soldados israelenses. Em represália, o exército de Israel invadiu o território libanês, dando início a conflitos que duraram um mês. Até o cessar-fogo, foram destruídos portos, estradas e centrais elétricas, principalmente na capital libanesa. Beirute, que consolidava um longo periodo de desenvolvimento e paz desde o fim da guerra civil em 1990, foi destruída.

Em resposta, o Hezbolá destruiu rodovias e partes de cidades israelenses. Mais de três mil brasileiros deixaram o Líbano durante a guerra, muitos transportados por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). No dia 13 de agosto, o governo israelense acatou o cessar-fogo proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os ataques continuaram, mas em menor intensidade.

EUA "conquistam" morte de Al-Zarqawi
O Iraque continuou sendo palco de um cenário de guerra. A ocupação dos EUA foi alvo de ataques de milícias simpáticas a Saddam Hussein. No final de novembro, o presidente dos EUA, George W. Bush, e o primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, anunciaram, na Jordânia, que 2007 deve ser marcado pela passagem do controle militar do país para as tropas iraquianas.

O otimismo de Bush e Maliki não é partilhado por especialistas, mas baseia-se entre outros fatores no golpe que a Al-Qaeda sofreu no dia 8 de junho. Neste dia, o jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi, líder do grupo terrorista no Iraque, foi morto em um ataque aéreo americano.

O ataque americano à pequena aldeia da província de Diyala, ao nordeste de Bagdá, aconteceu em cooperação com a polícia iraquiana. O presidente George W. Bush comemorou a morte de Zarqawi, dizendo que o ato era uma vitória contra o terrorismo.
 

Redação Terra

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