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Iraque e imigrantes impulsionam derrota republicana
 
AP
Bush com o então secretário de Defesa dos EUA; queda de Rumsfeld foi o primeiro reflexo da derrota republicana nas urnas
Bush com o então secretário de Defesa dos EUA; queda de Rumsfeld foi o primeiro reflexo da derrota republicana nas urnas
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O insucesso dos EUA na ocupação iraquiana mostrou suas conseqüências nas urnas americanas. O final de 2006 foi marcado por uma prevista derrota do Partido Republicano na disputa eleitoral. Os democratas, depois de perderem duas vezes seguidas a Presidência - com Al Gore em 2000 e John Kerry em 2004 -, aplicaram em Bush e no partido representado pelo elefante um duro golpe ao ganhar a maioria das vagas no Congresso.

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A dificuldade republicana em eleger nomes para a o Congresso e o Senado já era antecipada por pesquisas de intenção de voto. A rejeição ao governo Bush chegou a 36% em pesquisa boca-de-urna. Com a definição de uma maioria democrata no Congresso, vieram as ameaças de ingovernabilidade para Bush.

A primeira conseqüência da eleição foi a queda de Donald Rumsfeld, que deixou a Secretaria da Defesa. Mesmo que a permanência das tropas no Iraque seja apontada como grande motivo da derrota republicana nas urnas, Bush insiste que manterá os soldados "até a vitória".

Com o fortalecimento democrata, começaram as apostas sobre quem representará o partido na disputa pela Presidência dos EUA em 2008. Especialistas apontam grandes chances da senadora reeleita Hillary Clinton disputar um retorno à Casa Branca, na condição de primeira presidente mulher dos EUA.

O Muro da Vergonha
Se a ocupação do Iraque foi o alicerce da derrota republicana nas urnas, o descontentamento de imigrantes e descendentes de imigrantes deu o acabamento do fracasso. A Casa Branca enfrentou uma grande crise étnica que começou com a construção de um muro na fronteira com o México para dificultar a entrada dos imigrantes ilegais e coiotes, atravessadores que fazem o serviço de guia na travessia.

A iniciativa foi criticada pela comunidade internacional e foi comparada ao Muro de Berlim e ao muro que separa território israelense dos palestinos. Em janeiro, o 6º Fórum Social Mundial que aconteceu em Caracas, Venezuela, foi palco das maiores críticas e acusou a Casa Branca de tentar esconder, com o muro, o barateamento da mão-de-obra ilegal no país.

Em território americano, a iniciativa também foi alvo de duras críticas dos mais variados setores da sociedade. Mas foi dos próprios imigrantes legais e ilegais, e seus descendentes, que partiu o protesto mais notório. No dia 1º de maio, inspirados por um filme mexicano, mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas das principais cidades dos EUA para reivindicar melhores condições de trabalho.

Cerca de 12 milhões de ilegais vivem nos EUA, a maioria mexicanos. Deste total, 7,9 milhões constituem mão-de-obra ativa e chegam a movimentar US$ 1,2 bilhão por dia.
 

Redação Terra

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